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Protesto na Avenida Durval de Góis Monteiro cobra respostas para morte de jovem de Palmeira em Maceió

Família de adolescente de 15 anos atropelado há uma semana exige esclarecimentos da Polícia Civil e questiona conduta das autoridades no local do acidente

Redação 02/09/2026
Protesto na Avenida Durval de Góis Monteiro cobra respostas para morte de jovem de Palmeira em Maceió
Família de aRuan Wilson de 15 anos atropelado há uma semana exige esclarecimentos da Polícia Civil e questiona conduta das autoridades no local do acidente - Foto: Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

Uma semana após a trágica morte de Ruan Wilson, de 15 anos, a comoção deu lugar à cobrança por resposta nas ruas da capital alagoana. Atletas, familiares e amigos do jovem realizaram um protesto na noite desta terça-feira (1º), ocupando a Avenida Durval de Góis Monteiro — mesmo local onde o adolescente foi atropelado — para exigir a apuração rigorosa das circunstâncias do acidente e a responsabilização criminal do condutor do veículo.

A mobilização foi liderada pelo pai da vítima, o lutador profissional Pedro Wilson. O grupo reuniu dezenas de pessoas em um ato marcado por homenagens ao jovem e manifestações de indignação. O pai reafirma a necessidade de desvendar contradições sobre o caso e pede transparência sobre a conduta policial no dia da ocorrência.

Suspeitas e questionamentos da família

Segundo relatos apresentados por Pedro Wilson com base em depoimentos de testemunhas, o motorista trafegava em alta velocidade, teria ultrapassado o sinal vermelho e apresentava visíveis sinais de embriaguez ao desembarcar. A família questiona os procedimentos adotados logo após a colisão, apontando que o condutor não teria feito o teste do bafômetro nem sido conduzido imediatamente à delegacia, razão pela qual pede investigação sobre a atuação das equipes da Polícia Militar que atenderam o chamado.

O que dizem as autoridades

Em contrapartida, a Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) negou ter liberado o motorista na via. Em nota oficial, a corporação declarou que seguiu os protocolos padrão e acompanhou o homem até a Central de Flagrantes para o registro do boletim de ocorrência. A PM ressaltou que a decisão sobre a permanência do condutor sob custódia, bem como a apuração de embriaguez ao volante e avanço do semáforo, é de responsabilidade da Polícia Civil.

As investigações do caso seguem em andamento sob o comando da Polícia Civil de Alagoas, responsável por perícias e oitiva de testemunhas para determinar a dinâmica exata do acidente. Para a família, a manifestação serve para impedir que a tragédia caia no esquecimento enquanto aguardam a conclusão do processo investigativo.