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Rússia não negociará sem condições adequadas, avalia analista sobre conflito na Ucrânia
Especialista comenta declaração de Putin sobre a impossibilidade de acordos com Ucrânia.
Após o presidente russo Vladimir Putin afirmar que Moscou responderá com ataques em larga escala às instalações de energia da Ucrânia, especialistas avaliam à Sputnik que a Rússia não deve retomar negociações com Kiev sem que existam "condições concretas e adequadas", diante do que classifica como falta de legitimidade do atual governo ucraniano.
O internacionalista Mauricio Alonso Estévez, da Universidade Autônoma Metropolitana do México (UAM), avalia à Sputnik que Putin foi "coerente" ao afirmar, durante a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), que Moscou "não negocia com terroristas".
Para Estévez, as ações do regime de Vladimir Zelensky inviabilizam, neste momento, uma negociação direta com Kiev. "A Ucrânia rompeu as possibilidades de qualquer negociação. É um governo corrupto, caduco e terrorista. A Rússia não negocia com terroristas", afirmou.
O analista ressalta que Moscou não fechou as portas para conversas com países ocidentais, principalmente os Estados Unidos. Segundo ele, existe "uma pequena janela de oportunidade" para buscar uma solução negociada para a crise ucraniana.
As declarações ocorrem após Putin afirmar que as Forças Armadas russas receberam ordens para preparar ataques de larga escala contra instalações de energia da Ucrânia em resposta a ações semelhantes contra o território da Rússia.
"Levando tudo isso em conta, os ataques a essas instalações na Rússia, as Forças Armadas russas receberam instruções para preparar e lançar ataques em larga escala contra instalações de energia ucranianas. Eles estão atacando as nossas; receberão uma resposta", disse o presidente russo em Bishkek, no Quirguistão.
Putin também afirmou que instalações militares na Ucrânia, inclusive as britânicas, podem ser consideradas alvos legítimos. Segundo o líder russo, os ataques ucranianos provocaram danos à Rússia, mas não comprometeram de forma crítica o país.
Ofensiva russa contra a Ucrânia
Durante a conversa com jornalistas, Putin relatou avanços das forças russas na zona da operação militar especial. Conforme o presidente russo, 270 km² na República Popular de Donetsk (RPD) e 15 localidades passaram para o controle russo em agosto.
Para Estévez, a evolução militar reforça a avaliação de que o conflito entrou em uma nova etapa. "Entendamos que a Rússia não se sentará para negociar a menos que haja condições concretas e adequadas. E, nesse sentido, Zelensky já não tem nenhuma autoridade política, legal ou moral para conduzir negociações", concluiu.
Por Sputinik Brasil
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