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Nos Gigantinhos, profissionais ajudam a construir hábitos saudáveis desde a infância
Especialista conta como o trabalho com as crianças vai além das refeições e envolve educação alimentar, cuidado e descoberta de novos sabores
Há 10 anos, Laís Costa escolheu a Nutrição como profissão. Apaixonada por crianças, encontrou na primeira infância uma área em que consegue acompanhar de perto os resultados do seu trabalho. Há dois anos, ela atua com educação infantil e hoje faz parte da equipe dos Gigantinhos, creches da Prefeitura de Maceió que atendem crianças em tempo integral.
Para Laís, trabalhar com alimentação na primeira infância vai muito além de preparar um cardápio. É nessa fase que as crianças começam a conhecer novos sabores, cores e alimentos e a criar hábitos que podem levar para toda a vida.
“A nutrição na educação infantil vai muito além da elaboração de cardápio. É nessa fase que as crianças estão começando a descobrir as cores, os alimentos, sabores, ter esse contato direto com a comida. E são hábitos que elas vão levar para toda a vida”, explica.
Dentro dos Gigantinhos, o trabalho da nutricionista envolve diferentes etapas. Laís participa da elaboração dos cardápios, acompanha as compras dos alimentos, capacita as equipes das cozinhas e desenvolve atividades de educação alimentar com as crianças e também com professores e auxiliares.
Um dos desafios é aproximar as crianças de alimentos que elas ainda não conhecem ou que costumam rejeitar. Para isso, a equipe cria atividades que permitem que os pequenos tenham contato com frutas, verduras e outros alimentos de forma leve e divertida.
“Às vezes, tenho crianças que têm resistência com uma banana ou uma pera. Através dessas atividades, a gente consegue trazer a criança mais próxima do alimento. Elas participam, se interessam e passam a buscar mais esse contato”, conta.
Cuidado que vai além do prato
No dia a dia, Laís também acompanha histórias que mostram a importância da alimentação oferecida nas unidades. Uma delas aconteceu quando uma criança chegou à escola em uma segunda-feira reclamando de dor na barriga. Ao conversar com ela, a nutricionista descobriu que o menino não havia comido durante todo o fim de semana.
“Quando você escuta uma história dessa, é impactante. Você diz: ‘Não, espera aí que a tia vai dar um jeito’. Aí a gente já antecipou o desjejum dele”, lembra.
Para ela, situações como essa reforçam que o trabalho do nutricionista dentro da educação infantil também envolve cuidado e acolhimento. “Vai além de colocar comida no prato. A nutrição é justamente esse cuidado, é esse amor, é o acolhimento. É você ter a certeza de que está nutrindo aquela criança não só com o alimento, mas nutrindo de corpo e alma”, afirma.
Nos Gigantinhos, as crianças permanecem durante todo o dia e recebem seis refeições. A alimentação faz parte da rotina e também do processo de aprendizagem. Ao longo da semana, são oferecidas diferentes opções de frutas e outros alimentos, ajudando a ampliar o contato dos pequenos com uma alimentação variada.
“Eu tenho crianças que não conheciam frutas. Hoje, dentro da escola, elas têm esse acesso. A nutrição vai além do termo nutrição, ela é pedagógica. A gente ensina diariamente a criança a se alimentar bem, a comer melhor”, destaca Laís.
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