Geral
Diretor da PF afirma que atuação é independente e sem influência política
Andrei Rodrigues ressalta compromisso com a justiça em meio a tensões com o STF
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (28) que a corporação atua de forma independente e sem influência política na condução das investigações. A declaração ocorreu durante a formatura de novos agentes da PF, em Brasília, em meio a tensões com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
"Temos uma polícia que atua com autonomia, guiada pela Constituição e pelas leis, pela responsabilidade institucional e compromisso com a justiça e a sociedade. Tenho total tranquilidade em afirmar, sem rodeios, que nesta gestão trabalhamos com transparência e foco na missão institucional, sem proteger ou perseguir, com atuação vigorosa e intransigente no combate ao crime organizado", disse Andrei.
Andrei também enfatizou que a condução técnica dos trabalhos é o que permite à PF preservar sua instituição diante de ataques. "Nunca se esqueçam que a atuação técnica, imparcial, livre de qualquer viés político, é o que nos permite defender nossa instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha", completou.
Mendonça é relator de inquéritos que possuem forte peso diante da disputa eleitoral. Entre eles estão as investigações sobre a atuação do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no financiamento do filme Dark Horse, que retrata a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro e recebeu repasses do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Outra apuração de peso envolve os descontos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e alcançou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), investigado por suspeita de tráfico de influência.
Diante das tensões, o presidente Lula já determinou que Andrei procure Mendonça, conforme revelou o portal G1 nesta semana. A expectativa é que a reunião seja mediada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para tratar das divergências entre integrantes da PF e o gabinete de Mendonça sobre o ritmo das investigações e os vazamentos de informações.
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