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Bailey: nosso trabalho é retornar inflação para 2%, mas não sei quanto tempo levará
Presidente do BoE fala sobre desafios e incertezas na política monetária
O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, afirmou que a missão da autoridade monetária segue sendo devolver a inflação à meta de 2%, mas evitou cravar um cronograma para o processo, citando a elevada incerteza no curto prazo. "Nosso trabalho é retornar a inflação para 2%, mas não sei quanto tempo levará", disse nesta sexta-feira, 28, em entrevista à Bloomberg à margem do simpósio de Jackson Hole.
Bailey reforçou que decisões de política monetária são, por natureza, condicionais e dependem do comportamento dos dados. Ao comentar o debate sobre "forward guidance", o presidente do BC britânico disse que a orientação futura pode ser útil para explicar a visão do banco central, mas carrega riscos quando se transforma em promessa. Segundo ele, o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, apontou com propriedade o perigo de declarações incondicionais que restringem a flexibilidade da política monetária diante de choques inesperados.
No Reino Unido, Bailey avaliou que os efeitos secundários do choque de energia têm permanecido praticamente nulos até agora, em um ambiente de mercado de trabalho que vem mostrando sinais de arrefecimento. Ainda assim, ele ressaltou que não pode prometer que essa dinâmica continuará e que o comitê precisa reavaliar o quadro a cada reunião.
Questionado sobre a influência do Federal Reserve, Bailey afirmou que o Fed decide com base no mandato americano e que o BoE fará o mesmo em relação ao Reino Unido, considerando apenas o impacto das condições globais sobre a perspectiva doméstica de inflação.
O governador também defendeu a pluralidade de opiniões no Comitê de Política Monetária e a transparência sobre divergências. Além disso, mencionou a necessidade de reduzir riscos no balanço patrimonial do banco, com decisão prevista para setembro. Sobre produtividade, destacou que inteligência artificial (IA) e robótica são críticas para o crescimento britânico, mas podem gerar pressões inflacionárias ou desinflacionárias dependendo do timing entre choques de demanda e de oferta.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
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