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Dólar avança ante o real e supera R$ 5,20 durante discurso de Warsh, do Fed

Valorização da moeda americana impacta câmbio nacional

Estadao Conteudo 28/08/2026
Dólar avança ante o real e supera R$ 5,20 durante discurso de Warsh, do Fed
Dólar

O dólar abriu próximo da estabilidade ante o real nesta sexta-feira, 28, mas ganhou força ao longo da manhã, seguindo a valorização da moeda americana no exterior e superando R$ 5,20.

O dólar à vista iniciou as negociações a R$ 5,1645, com alta de 0,05%, e chegou a registrar queda para R$ 5,1585 nos primeiros minutos. Contudo, passou a subir e renovou sucessivas máximas, atingindo R$ 5,2131 por volta de 11h30. O contrato para setembro começou a R$ 5,1640, alcançou R$ 5,1595 na mínima e posteriormente atingiu a máxima de R$ 5,2145.

A aceleração do dólar ocorreu enquanto Warsh discursava em Jackson Hole. O presidente do Fed reforçou a meta de inflação de 2% da autoridade monetária e destacou que há "trabalho a ser feito" caso a inflação dos Estados Unidos não avance rapidamente para essa meta. Ele também ressaltou a necessidade de confiança de que a inflação subjacente esteja caminhando para a meta "de maneira clara e em velocidade suficiente".

Warsh ainda comentou que os indicadores de expectativas de inflação parecem estáveis e pediu que suas previsões econômicas não fossem interpretadas como orientação futura do Fed. "Chame meu discurso de um delineamento, uma trajetória, mas não chame de forward guidance", afirmou.

No mercado de commodities, o petróleo registrou recuo nesta manhã, após a alta da véspera. O Brent para novembro chegou a operar próximo de US$ 88 por barril, enquanto o mercado continua a monitorar as incertezas em torno da reabertura do Estreito de Ormuz e das negociações entre Estados Unidos e Irã.

No Brasil, o mercado acompanhou a divulgação de dados importantes pela manhã. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) caiu 0,22% em agosto, menos que a queda de 0,30% esperada na mediana do Projeções Broadcast. As concessões de crédito livre dos bancos caíram 1,9% em julho, comparado a junho, totalizando R$ 656,1 bilhões, enquanto o Índice de Confiança do Comércio recuou 1,3 ponto, atingindo 84,2 pontos. Por outro lado, o Índice de Confiança de Serviços avançou 1,2 ponto, para 89,0 pontos.

A agenda doméstica ainda prevê a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho, às 14h30, e a informação sobre a bandeira tarifária de setembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), à tarde.