Geral
Consumo de mísseis pelos EUA na guerra com Irã os torna fracos perante China, diz mídia
Conflito com o Irã compromete prontidão dos EUA, alertam especialistas.
O uso em larga escala de munição norte-americana no Oriente Médio aumenta os temores da liderança do Pentágono e dos aliados asiáticos dos EUA de que um conflito prolongado com o Irã prejudique a prontidão de Washington para um possível confronto com a China, informou um jornal estadunidense.
O jornal salienta que, por causa do esgotamento dos estoques de sistemas de defesa aérea e mísseis interceptadores, os aliados asiáticos dos Estados Unidos enfrentam atrasos de vários anos nas entregas.
"O gasto maciço de munições dos EUA no Oriente Médio está preocupando cada vez mais os aliados asiáticos e frustrando as autoridades do Pentágono responsáveis pela região do Indo-Pacífico, que temem que a guerra prolongada com o Irã possa comprometer a prontidão dos EUA para um conflito com a China", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, Taiwan prevê sérios atrasos na entrega de mísseis para os sistemas Patriot, em um contexto no qual o valor total dos contratos não cumpridos chega a quase US$ 30 bilhões (R$ 154,61 bilhões).
Enquanto isso, o Japão foi alertado sobre um possível adiamento de até dois anos na entrega dos mísseis de cruzeiro Tomahawk, observa o texto.
Os aliados de Washington também estão preocupados com a transferência de forças do Pentágono da região do Indo-Pacífico para o Oriente Médio. Mais de 30 navios, incluindo o porta-aviões George Washington, foram enviados para a região, enquanto os radares dos sistemas de defesa antimísseis foram retirados da Coreia do Sul.
Por sua vez, o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) alerta para o surgimento de uma "janela de vulnerabilidade", pois simulações realizadas por seus especialistas mostram que os EUA poderiam consumir até 5.000 mísseis de longo alcance em um hipotético conflito de quatro semanas com a China.
Ao mesmo tempo, os estoques norte-americanos dos sistemas Patriot e THAAD já se reduziram a um nível crítico, conclui a reportagem.
Anteriormente, um relatório analítico do CSIS informou que os Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma escassez crítica de mísseis de alta precisão em futuros confrontos de grande escala devido ao esgotamento de seus arsenais durante o conflito com o Irã.
O CSIS estimou que o uso intensivo de tipos essenciais de mísseis nas últimas semanas levou a uma redução significativa nos estoques, enquanto a restauração da capacidade de produção ao nível necessário pode levar vários anos.
Mais lidas
-
1DEFESA
Caça J-35 chinês com revestimento prateado mina posição aeronaval dos EUA, diz mídia
-
2POLÍTICA
Augusto Cury entra no estúdio da Band e deve participar de debate
-
3TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
IT Forum abre edição de 35 anos com aposta em ecossistemas como nova força da inovação
-
4ESPORTE
Leila tira foto com enteado e camisa do Vasco antes do jogo do Palmeiras
-
5ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas