Geral
Em sabatina, Renan Santos afirma que Brasil precisa de armas nucleares
Candidato propõe debate sobre poder bélico para garantir soberania.
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou na noite desta quarta-feira (26) que o Brasil precisa ter armas nucleares, incluindo bombas atômicas, para ter soberania diante das principais nações do mundo.
Em sabatina organizada pela TV Globo, Renan declarou que é preciso discutir o desenvolvimento de armas atômicas "se o Brasil quiser ser uma das cinco maiores nações do mundo", citando a China, os Estados Unidos, a Índia e a Rússia.
"O Brasil tem um dos maiores territórios do mundo. O Brasil tem recursos naturais infindáveis. Se a gente quiser ser o eterno Zé Carioca no mundo, o personagem engraçado em que os gringos vêm aqui para fazer festa e que a gente exporta matéria-prima e recebe produto pronto, tudo bem, não fazemos armas nucleares, aceitamos nossa posição de submissos."
Questionado se retiraria o Brasil do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), Renan declarou que tomaria essa ação no "momento certo".
Para o candidato do Missão, as riquezas minerais brasileiras, como as terras raras, serão cobiçadas por outros países. Segundo Renan, esses ativos devem ser utilizados como ferramenta para negociações com países como os Estados Unidos, mas, para isso, seria necessário ter poder bélico para dissuasão.
"Se nós não tivermos meios de nos defender, o que nós vamos fazer? Ora, nós vamos ter que reconstruir uma rede de alianças internacionais num mundo que vai se reconfigurar. Se não reconstruirmos essa rede e o Brasil se colocar de maneira soberana nesse mundo em conflito, o Brasil vai ser vítima desse novo mundo que vem aí. A ordem mundial pacífica acabou."
Segurança pública
Renan declarou durante a sabatina que "o Brasil vive uma guerra" provocada pelas organizações criminosas que agem nas cidades do país, como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). Para o candidato, é necessária a criação de uma legislação específica para prender e julgar aqueles que têm envolvimento com este tipo de grupo.
"Defendo a criação e a declaração de uma guerra contra o crime organizado. É a aceitação de uma realidade que já é verdadeira para os brasileiros. [...] Temos que alterar também as leis de execuções penais, o Código de Processo Penal e aumentar penas, especialmente para crimes violentos cometidos com armas."
O candidato promete a reocupação de territórios conflagrados, os quais Renan pretende retomar apenas utilizando as polícias locais. Ainda segundo ele, caso eleito, será implementado um regime especial em favelas, tendo como referência ações promovidas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
"O sangue que tem que jorrar é o do bandido. [...] O povo brasileiro está pedindo uma guerra."
Outros temas
Renan foi questionado sobre seu programa de governo não conter pontos como combate à violência contra mulheres e crianças, justificando que não há tópicos específicos no documento para nenhum tipo de crime, tratando este tema de maneira geral e baseando as ações de segurança do plano no crime organizado.
O candidato também criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por sua atuação no caso que investiga um jornalista do Maranhão, suspeito de perseguir politicamente o ministro Flávio Dino. Renan destacou que pretende desrespeitar decisões monocráticas que considerar ilegais e convidou os cidadãos a fazer o mesmo.
“Qualquer cidadão, diante de uma decisão ilegal, pode não cumprir. Ele tem o dever de não cumprir. Decisão ilegal não se cumpre."
Sobre a dívida pública brasileira, Renan prometeu cortar gastos do governo e aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) para mantê-la estável. Sobre aposentadorias, o candidato afirmou que realizará mais uma reforma previdenciária porque o país estaria prestes a não poder honrar os pagamentos aos beneficiários.
"Não sou estelionatário eleitoral como outros candidatos que vão vir aqui e falar que não precisa. Vamos precisar fazer outra reforma da Previdência, senão vai quebrar. E em três anos você não tem aposentadoria. Vou deixar claro porque eu não sou populista fiscal."
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