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China ameaça retaliar EUA por sanções ao Irã

Pequim reafirma compromisso com Teerã após novas medidas de Washington

Sputnik Brasil 25/08/2026
China ameaça retaliar EUA por sanções ao Irã
China promete retaliação às sanções dos EUA sobre o Irã, destacando a força de suas relações comerciais. - Foto: © AP Photo / Andy Wong

Pequim diz que manterá relações comerciais com Teerã após novas medidas de Washington contra cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas ao governo iraniano.

A China afirmou, nesta terça-feira (25), que defenderá seus interesses e manterá a cooperação comercial com o Irã em resposta às novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra o governo iraniano. Pequim também ameaçou adotar medidas para proteger seus direitos e interesses, caso Washington amplie a pressão sobre empresas chinesas que mantêm relações comerciais com Teerã.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que a cooperação entre os dois países ocorre dentro das normas do direito internacional e não deve sofrer interferência externa. Segundo ele, Pequim se opõe às medidas unilaterais dos Estados Unidos e tomará as medidas necessárias para defender seus interesses.

A reação chinesa ocorre um dia após o governo de Donald Trump anunciar uma nova rodada de sanções contra o Irã. O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações ligadas a setores como energia nuclear, produção de mísseis, cibersegurança e petróleo.

As medidas fazem parte da chamada "guerra econômica" anunciada por Trump na semana passada com o objetivo de pressionar Teerã e asfixiar sua economia. Washington também passou a ameaçar países que mantenham transações comerciais com o Irã.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que Trump está pedindo a líderes de outros países que interrompam suas relações econômicas com Teerã. Segundo ele, os Estados Unidos estabeleceram um cronograma para que esses países reduzam suas atividades com o Irã e poderão agir unilateralmente caso isso não ocorra.

A China, porém, é um dos principais compradores do petróleo iraniano e tem mantido relações comerciais com Teerã mesmo diante das sanções americanas. Pequim também defende um cessar-fogo no conflito e afirma que a pressão econômica dos Estados Unidos não será suficiente para solucionar a crise.

A ofensiva de Washington também aumenta a pressão sobre países vizinhos do Irã. O governo Trump ameaça aplicar sanções contra governos que continuem realizando negócios com Teerã, enquanto autoridades iranianas advertiram que países da região que aderirem à campanha americana poderão sofrer consequências.

A nova escalada ocorre ainda antes de um possível encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, aumentando a tensão entre Washington e Pequim. A ameaça chinesa de retaliação amplia o risco de que a estratégia americana de isolamento econômico do Irã abra uma nova frente de disputa com a China.