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Ministro apresenta pacto de segurança alimentar entre Brasil e países árabes durante fórum em SP
Iniciativa visa garantir segurança alimentar e energética entre as nações
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, propôs nesta terça-feira (25) um “pacto de previsibilidade” entre o Brasil e os países árabes, como forma de garantir a segurança e alimentar entre as nações.
Vieira falou durante a quinta edição do Fórum Econômico Brasil e Países Árabes, em São Paulo (SP). Em vídeo de saudação durante a abertura do evento, o chanceler destacou que a parceria econômica entre o Brasil e o mundo árabe já superou a marca de US$ 31 bilhões (cerca de R$ 159,62 bilhões) no ano passado e tem potencial de crescer ainda mais.
“Ao garantirmos o equilíbrio mútuo de insumos e alimentos, protegemos nossas economias contra os choques de oferta e cegamos a segurança alimentar de nossa situação”, afirmou o ministro.
Segundo Vieira, o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com 90% da eletricidade gerada a partir de fontes renováveis, além de reservas significativas de minerais críticos.
Os países árabes, por sua vez, disponibilizam de capital e projetos em novos vetores energéticos. De acordo com o ministro, há “claro potencial de sinergia” que poderia atrair investimentos para a indústria brasileira e transformar o país em um polo de minerais críticos.
O chanceler propôs ainda a criação de "novos corredores multimodais e rotas marítimas otimizadas" que funcionassem como "ponte transcontinental" interligando América Latina, mundo árabe, África e Ásia.
Vieira argumentou que essas regiões são "claramente os polos dinâmicos da economia mundial" e devem estruturar "novos mecanismos de financiamento" com apoio de instituições multilaterais de desenvolvimento e fundos soberanos.
Na seção sobre inovação, Vieira citou o Pix como exemplo de política pública bem-sucedida. Defendemos que a "digitalização de nossas economias ocorre sob a nossa própria governança, com a proteção da privacidade" e integridade das transações.
Vieira é proprietária de que o mundo atravessa um “período de profunda instabilidade, marcado pela supervisão de conflitos armados” e rivalidades que desorganizam cadeias de fornecimento globais.
“Fóruns como esta são a melhor resposta em matéria de fortalecimento do diálogo e da construção de novas parcerias”, concluiu o ministro, que esteve em visita de trabalho à África do Sul no momento da fala.
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