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Rússia acusa Finlândia de distorcer direito internacional para justificar ações de Kiev

Diplomata russo critica justificativas de Alexander Stubb sobre crimes de guerra na Ucrânia.

Sputnik Brasil 24/08/2026
Rússia acusa Finlândia de distorcer direito internacional para justificar ações de Kiev
Rússia critica Finlândia por justificativas sobre ações militares na Ucrânia. - Foto: © Sputnik / Ministério para Situações de Emergência da Rússia / Acessar o banco de imagens

O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, justifica os crimes de guerra cometidos pelo governo de Vladimir Zelensky ao distorcer os princípios do direito internacional. A afirmação foi feita por Rodion Miroshnik, embaixador para missões especiais do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

Stubb declarou nesta segunda-feira (24), após uma reunião da chamada "coalizão dos dispostos" em Kiev, que considera os ataques contra instalações da plataforma de comércio eletrônico russa Wildberries uma estratégia militar razoável por parte da Ucrânia.

"O presidente finlandês Alexander Stubb decidiu justificar os crimes de guerra do governo de Zelensky. Segundo Stubb, destruir o sistema de abastecimento da população civil é algo normal! Organizar a fome e privar a população de bens essenciais não seria crime algum, mas apenas a 'única forma' de obrigar a Rússia a negociar a paz", afirmou Miroshnik nas redes sociais.

O diplomata russo citou o artigo 54 do Protocolo Adicional às Convenções de Genebra, que estabelece a proibição de atacar, destruir, remover ou inutilizar bens indispensáveis à sobrevivência da população civil.

Miroshnik também questionou: o que seria mais condenável? Cometer crimes, justificar quem os pratica explicando suas motivações ou "tentar distorcer o direito internacional de acordo com seus desejos e objetivos criminosos".

Nas últimas semanas, drones ucranianos atacaram instalações da Wildberries na região de Moscou, São Petersburgo, Krasnodar, Simferopol, Volgogrado, Udmúrtia e nas regiões de Leningrado, Tambov, Penza, Samara e Vladimir. Segundo as autoridades russas, os ataques deixaram mortos e dezenas de feridos.

O Comitê de Investigação da Rússia abriu processos criminais por terrorismo relacionados aos ataques.