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Petróleo fecha em queda com novas sanções dos EUA ao Irã e baixo tráfego em Ormuz

Correção de ganhos e tensões geopolíticas impactam o mercado.

Estadao Conteudo 24/08/2026
Petróleo fecha em queda com novas sanções dos EUA ao Irã e baixo tráfego em Ormuz
Petróleo - Foto: Depositphotos

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira, 24, em correção de ganhos recentes após seis sessões consecutivas de alta, colocando em segundo plano o baixo tráfego pelo Estreito de Ormuz e as novas sanções dos EUA ao Irã.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em queda de 2,35% (US$ 2,05), a US$ 85,01 por barril.

O petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 2,3% (US$ 2,13), a US$ 90,54 por barril.

Os EUA sancionaram nesta segunda cerca de 50 empresas e 30 indivíduos com ligação ao regime iraniano, enquanto o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, ameaçou cortar países que tenham laços econômicos com Teerã do sistema financeiro do dólar, ao anunciar a operação "Economic Outcast" - ou "Pária Econômico", em português.

O regime persa, entretanto, diz que considerará o apoio de qualquer país às novas medidas econômicas dos EUA contra o Irã um "ato de guerra" e que a campanha de pressão econômica de Washington fracassará.

O chefe de Segurança iraniano, Mohsen Rezaei, sugeriu ainda que Teerã pode reconsiderar sua rejeição de longa data às armas nucleares, argumentando que os ataques dos EUA ao país fortaleceram o argumento para a aquisição de bomba atômica como forma de dissuasão.

Tensões também continuam na navegação do Golfo Pérsico após a Arábia Saudita confirmar que um navio foi atacado pelos Houthis do Iémen, grupo ligado ao Irã, no Mar Vermelho. Segundo a Kpler, menos de 20 embarcações de commodities transitaram pelo Estreito de Ormuz no fim de semana.

Embora as sanções tenham um alcance mais amplo, grande parte da atenção estará nas implicações para as exportações de petróleo do Irã, diz David Oxley, da Capital Economics. "Na prática, suspeitamos que o novo pacote terá apenas um impacto direto limitado nos fluxos de energia iranianos no curto prazo", já que a maioria das exportações de petróleo vai para a China, que não reconheceu as sanções dos EUA no passado, acrescenta Oxley.