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Moraes autoriza visitas de Carlos e Jair Renan a Bolsonaro, mas Flávio continua impedido
Ministro destaca rigor no cumprimento de regras para manter regime domiciliar do ex-presidente.
Magistrado alerta que descumprimento de regras pode levar à retomada do regime fechado para o ex-presidente; Flávio Bolsonaro continua impedido de visitá-lo.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (21) a retomada das visitas de Carlos Bolsonaro e Jair Renan ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A decisão ocorre após a suspensão das visitas dos familiares, determinada pelo ministro em 17 de agosto, por causa do descumprimento de medidas cautelares.
Segundo Moraes, as visitas de Carlos e Jair Renan estão novamente autorizadas, mas seguem proibidas reuniões com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos com o mesmo teor.
O ministro também manteve a restrição específica ao senador do PL, Flávio Bolsonaro (RJ), que continua impedido de visitar o pai até depois do primeiro turno das eleições, quando termina o prazo de 90 dias estabelecido pela decisão.
A suspensão das visitas havia ocorrido após Flávio se encontrar com Bolsonaro e divulgar nas redes sociais uma carta de conteúdo político escrita pelo ex-presidente. Bolsonaro está proibido de utilizar redes sociais, diretamente ou por meio de terceiros, para fazer manifestações políticas.
Na decisão desta sexta, Moraes ressaltou que o cumprimento rigoroso das condições impostas pela Justiça é necessário para a manutenção da prisão domiciliar. Segundo o ministro, eventual descumprimento poderá levar à adoção de medidas mais graves, incluindo a reversão do regime domiciliar humanitário para o regime fechado.
"Ressalte-se que a estrita observância de todas as condições fixadas por lei e pelas decisões judiciais constitui pressuposto para a manutenção do regime de cumprimento atualmente deferido, de modo que eventual descumprimento poderá ensejar a imediata reavaliação do benefício concedido, com a adoção de medidas mais gravosas, inclusive a reversão da prisão domiciliar humanitária em regime fechado", diz o ministro.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma organização criminosa voltada à tentativa de golpe de Estado e à abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Ele cumpre a pena em prisão domiciliar por razões de saúde.
Por Sputinik Brasil
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