Geral
Dino e Mendonça devem manter casos sobre Lulinha no STF
Decisão gera debate sobre foro privilegiado
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e André Mendonça pretendem manter as investigações sobre Fábio Luís da Silva, o Lulinha, na própria Corte, apesar do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para mover os casos para a primeira instância.
Conforme publicado pela Folha de S.Paulo, Mendonça teria sinalizado para pessoas próximas que não atenderia o pedido da PGR. O magistrado é o relator da ação que apura o tráfico de influência de Lulinha no governo federal.
Desta forma, Dino também deve manter sob sua tutela um outro inquérito contra Lulinha, que investiga tráfico de influência em um contrato de uma empresa de tecnologia com o governo.
Pessoas próximas a Mendonça declaram que o ministro vê com perplexidade este requerimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, uma vez que, no final do último mês, a própria PGR autorizou o sorteio da relatoria da investigação entre os magistrados.
Agora, a PGR alega que não há foro privilegiado entre os investigados desta ação, o que retiraria os processos da mão do STF e passaria para a Justiça comum. Na primeira instância, os casos podem ter o ritmo de apuração alterado, assim como o alcance das investigações.
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