Geral
Familiares de pessoas desaparecidas poderão doar DNA para auxiliar em buscas
Material genético será comparado com o de pessoas cadastradas em bancos de DNA. Mobilização contará com 342 pontos de coleta distribuídos em todo o Brasil
Brasília, 19/8/2026 – Tem início, na próxima segunda-feira (24), a quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. Durante a semana, serão 342 postos disponíveis, em diferentes regiões do País. Familiares que ainda não doaram material genético poderão fornecer a amostra nos pontos oficiais. A coleta é mais um recurso para a identificação e localização de pessoas desaparecidas e pode ajudar a trazer respostas para as famílias. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) também contará com um posto no edifício sede, no Palácio da Justiça, em Brasília.
Realizada por peritos oficiais, o procedimento não tem custo, é rápido e indolor. O perito passa um cotonete na parte interna da bochecha para coletar a amostra. Não é necessário colher sangue. O material possibilita a comparação com perfis genéticos de pessoas encontradas, vivas ou falecidas, cuja identidade seja desconhecida. Os perfis genéticos dos familiares são cruzados com os bancos de DNA estaduais e nacional, o que amplia as possibilidades de identificação e localização.
Na prática
Para realizar a coleta de DNA, os familiares devem dirigir-se a um posto e apresentar um documento de identificação, bem como as informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento (número, estado de registro e delegacia). É recomendável, mas não obrigatório, levar uma cópia do boletim. Quem já fez a coleta não precisa repetir o procedimento.
Recomenda-se que a doação seja realizada por familiares de primeiro grau, de preferência na seguinte ordem: pai ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor; e, por fim, irmãos biológicos (filhos do mesmo pai e da mesma mãe). Caso não seja possível seguir a ordem sugerida, outros familiares poderão ser considerados. Crianças podem doar material genético, desde que acompanhadas do responsável legal.
A mobilização ocorre em agosto, mês que marca o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados.
Coleta em qualquer local
Não importa onde ocorreu o desaparecimento: a doação pode ser feita em qualquer ponto de coleta. Nesses casos, basta comunicar a situação aos profissionais para que a informação seja registrada. Se a pessoa tiver desaparecido em outro país, também é possível realizar a busca por meio da verificação em bancos de DNA internacionais.
Prazo e procedimentos futuros
Não há prazo limite para a coleta. Os familiares podem doar amostras a qualquer momento, independentemente do tempo que o parente esteja desaparecido. Contudo, é necessário ter um Boletim de Ocorrência registrado. Se não o tiver, a família pode procurar a delegacia mais próxima para registrá-lo.
Se a pessoa desaparecida vier a ser identificada, será elaborado um laudo oficial de identificação, que será encaminhado à delegacia responsável pelo caso. A partir disso, a equipe policial entrará em contato diretamente com a família para informar e orientar sobre os próximos passos.
Confira aqui os pontos oficiais de coleta: https://www.gov.br/mj/pt-br/as...
Caso o familiar não possa comparecer a um dos pontos de coleta para realizar a doação, orienta-se entrar em contato com o posto mais próximo para que a equipe avalie como viabilizar o procedimento.
Para mais informações sobre a doação de material genético, acesse: https://www.gov.br/mj/pt-br/ac...
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