Geral

Clima econômico da América Latina sobe 10,7 pontos no 2º trimestre

Sondagem da FGV aponta otimismo nas economias da Argentina e Colômbia.

Estadao Conteudo 20/08/2026
Clima econômico da América Latina sobe 10,7 pontos no 2º trimestre
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina subiu 10,7 pontos na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026, atingindo 83,7 pontos, segundo sondagem do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Em 12 meses, a média do indicador ficou em 83,0 pontos, 1,4 ponto acima do observado no primeiro trimestre.

Entre as principais economias, o ICE teve um avanço significativo na Argentina, onde subiu 54,8 pontos, alcançando 123,1 pontos, e na Colômbia, que aumentou 27,0 pontos, chegando a 93,7 pontos. O México, por sua vez, foi a única exceção, apresentando um recuo de 3,2 pontos, passando para 56,9 pontos.

A FGV Ibre destaca que, ao fim do primeiro trimestre, a escalada do conflito entre EUA e Irã provocou um choque negativo de oferta no mercado global de petróleo, elevando a incerteza econômica e geopolítica. Apesar das turbulências, a América Latina foi considerada por investidores como um relativo "porto seguro", em virtude do seu isolamento geográfico e do seu perfil produtivo, com ênfase na condição de exportadora líquida de energia.

Na seção especial da sondagem do primeiro trimestre, 68,2% dos respondentes afirmaram esperar impactos nulos ou moderadamente negativos do conflito sobre o PIB de seus países. Essa visão está alinhada à estabilidade da projeção de crescimento regional para 2026, mantida em 1,9% entre o primeiro e o segundo trimestre.

Embora a FGV ressalte que o cenário adverso pode impactar cadeias produtivas e custos, como evidenciado em um quesito especial do levantamento, o clima econômico no Brasil também teve melhorias. O ICE no Brasil apresentou um aumento de 4,7 pontos, atingindo 76,9 pontos.

No componente de expectativas (IE), houve uma melhora mais abrangente no segundo trimestre de 2026, com exceção do Brasil e Bolívia, que pioraram em relação ao trimestre anterior. Esses dois países também foram os únicos da região a manter expectativas negativas para o futuro.

A FGV analisa que o desempenho brasileiro foi o principal fator para que o IE permanecesse em território negativo, considerando que a Bolívia tem um peso reduzido na economia regional.

Às vésperas da eleição presidencial, a instituição aponta que o panorama político pode estar influenciando a percepção sobre o futuro do País, em um ambiente que tende a continuar sensível no curto prazo.