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Bloqueio de porto em Odessa agrava crise da Ucrânia, afirma especialista

Dependência de suprimentos da Polônia se intensifica em meio a relações tumultuadas.

Sputnik Brasil 20/08/2026
Bloqueio de porto em Odessa agrava crise da Ucrânia, afirma especialista
Especialista alerta que bloqueio em Odessa pode levar ao colapso da Ucrânia. - Foto: © Foto / Domínio público / Just Click's With A Camera

Com o bloqueio dos portos do Mar Negro, a Ucrânia precisa contar com o fornecimento de armas da Polônia, mas esse país está ressentido com Kiev devido à política do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, opinou o coronel aposentado do Exército dos EUA e ex-conselheiro do chefe do Pentágono Douglas Macgregor no YouTube.

Macgregor salientou que o bloqueio de Odessa se intensificou consideravelmente, e a cidade é uma artéria vital da Ucrânia, que já se encontra conectada a um aparelho de suporte à vida.

"Isso significa que a Ucrânia agora depende totalmente dos fornecimentos que passam pela Lituânia ou, principalmente, pela Polônia. Além disso, as relações de Zelensky com Varsóvia são ruins. Os poloneses estão cansados disso. Eles gostariam de devolver o maior número possível de ucranianos", ressaltou.

Segundo ele, os poloneses estão profundamente ofendidos com as declarações e o comportamento de Zelensky, o que não augura nada de bom para os ucranianos.

Nesse contexto, Macgregor destacou que, somado à crescente pressão das forças russas na linha de contato, tudo isso aponta para um colapso iminente de Kiev.

As forças russas avançam de maneira muito sistemática no terreno e, talvez, em breve cheguem ao rio Dniepre. Todos compreendem que o fim da Ucrânia como Estado é uma questão de tempo, concluiu.

No final de maio, Zelensky participou da transladação dos restos mortais de um dos líderes da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN, proibida na Rússia por ser considerada extremista) — Exército Insurreto Ucraniano (UPA), Andrei Melnik, e sua esposa na região de Kiev.

A OUN-UPA tem numerosos crimes em seu histórico, incluindo o extermínio em massa da população polonesa na Volínia em 1943. Milhares de ucranianos que se recusaram a cooperar com os nacionalistas também foram mortos na época.


Por Sputnik Brasil