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Próximo contato entre Rússia e EUA para eliminar atritos está sendo definido, diz Zakharova
Diálogo reservado e disposição para propostas construtivas marcam as relações bilaterais.
A data do próximo contato entre Rússia e Estados Unidos para tratar de questões que geram atritos nas relações bilaterais está sendo definida, afirmou a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, nesta quarta-feira (19).
"Quanto à logística das reuniões propriamente ditas sobre essas questões, temos um acordo de 'cavalheiros' com os norte-americanos para não anunciá-las, considerando importante manter o diálogo nesse formato de maneira reservada. Podemos apenas dizer que a data do próximo contato está sendo definida", afirmou Zakharova ao jornal Izvestia.
Na entrevista, Zakharova também informou que a Rússia está disposta a ouvir novas propostas construtivas dos Estados Unidos para solucionar o conflito na Ucrânia.
"Da nossa parte, estamos dispostos a ouvir as iniciativas construtivas de Washington [sobre a solução do conflito ucraniano]. Ao mesmo tempo, ressaltamos que qualquer opção para pôr fim à crise em torno da Ucrânia deve necessariamente levar em consideração os interesses nacionais da Rússia", afirmou.
Ao comentar uma possível visita à Rússia do enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e de Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, a representante oficial afirmou que Moscou está disposta a organizar a viagem "no menor prazo possível". Segundo ela, porém, até o momento não houve nenhuma solicitação oficial nesse sentido.
No início do mês, o presidente Donald Trump chegou a rejeitar o novo pedido de Vladimir Zelensky por novos mísseis interceptadores para os sistemas Patriot e afirmou que Washington precisa priorizar a reposição de seus próprios estoques.
Ao comentar o pedido ucraniano, o republicano também responsabilizou a gestão de Joe Biden pelo volume de armamentos enviado a Kiev desde o início do conflito. Segundo Trump, os Estados Unidos já destinaram uma quantidade significativa de armas e munições à Ucrânia, o que limita a capacidade de novos envios.
"Nós entregamos uma quantidade enorme de munições à Ucrânia. As pessoas de Biden fizeram isso de graça. Nós também precisamos desses mísseis. […] Biden enviou US$ 300 bilhões [R$ 1,5 trilhão] em munições", disse.
As declarações foram dadas na Casa Branca, um dia após Zelensky voltar a pedir o fornecimento de novos interceptadores para reforçar a defesa aérea ucraniana.
Por Sputinik Brasil
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