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Irmã de Kim Jong-un atribui a EUA e Ocidente responsabilidade pela crise na Ucrânia

Kim Yo-jong defende Rússia durante declaração sobre a crise ucraniana

Sputnik Brasil 19/08/2026
Irmã de Kim Jong-un atribui a EUA e Ocidente responsabilidade pela crise na Ucrânia
Kim Yo-jong critica EUA e Ocidente pela crise na Ucrânia, defendendo a Rússia. - Foto: © AP Photo / Ahn Young-joon

A responsabilidade pelo início e pela prolongação da crise na Ucrânia é inteiramente dos Estados Unidos e do Ocidente, afirmou nesta quarta-feira (19) Kim Yo-jong, diretora do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC) e irmã do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

"A responsabilidade pelo surgimento e pela prolongação da crise ucraniana cabe inteiramente aos Estados Unidos e ao Ocidente, que criaram as condições para isso e continuam a cultivá-las", afirmou Kim, citada pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA, na sigla em inglês).

Segundo a dirigente partidária, a República Popular Democrática da Coreia considera ainda que a principal causa da atual crise ucraniana são as ameaças à segurança da Rússia representadas pelos EUA e pelo Ocidente, que vêm se intensificando sistematicamente desde o fim da Guerra Fria.

"Acreditamos que apenas a eliminação das causas profundas do conflito é uma solução fundamental capaz de pôr fim à crise ucraniana e garantir uma paz sustentável e duradoura na região, e apoiamos plenamente as ações justas do governo e do povo russos para proteger a soberania do Estado, seus interesses de segurança e sua integridade territorial", acrescentou Kim.

Por fim, ela pontuou que um futuro melhor para a Europa não pode ser construído sem levar em consideração os interesses fundamentais e a vontade da Rússia.

Parceria estratégica

Na última semana, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou uma mensagem de congratulações a Kim Jong-un pelo aniversário da libertação da península coreana da ocupação japonesa, quando destacou a parceria estratégica com o país.

Em sua mensagem, Putin afirmou que a data é um símbolo da coragem e da resistência do povo coreano. O presidente russo também destacou que o período marcou o início de "fortes tradições de fraternidade militar e assistência mútua", que, segundo ele, serviram de base para o desenvolvimento das relações de amizade e boa vizinhança entre Moscou e Pyongyang.

Putin avaliou ainda que a relação entre Rússia e RPDC alcançou atualmente um "nível sem precedentes".