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Irã cogita atacar alvos na Europa se Trump escalar a guerra, diz jornal
Possíveis alvos incluem locais no sudeste europeu e infraestrutura crítica.
O Irã cogita atacar alvos americanos na Europa se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escalar a guerra contra o país, informou nesta quarta-feira, 19, o jornal Financial Times . De acordo com pessoas do regime iraniano ou vidas pela publicação, as forças armadas consideram a possibilidade de atacar locais em países do sudeste europeu.
Entre os possíveis alvos estão nações como a Bulgária, que no mês passado aprovou o uso de sua base aérea de Bezmer para aeronaves de reabastecimento dos EUA, e o Chipre. Outro alvo potencial do regime teocrático seriam os cabos de fibra ótica que se estendem no fundo do Estreito de Ormuz.
Segundo o Financial Times , esta transação indica que Teerã vê a retomada da guerra como uma questão de quando , e não de se . Na última terça-feira, 18, Trump afirmou que não há negociações em andamento entre EUA e Irã, nem conversas agendadas.
A Guarda Revolucionária Islâmica e outros comandantes militares do Irã alertaram que, em um novo conflito em grande escala, o país ampliaria sua estratégia anterior de atacar alvos militares dos EUA, instalações de energia e outras infraestruturas no Oriente Médio, passando a atacar também alvos mais distantes.
O Irã poderia lançar mísseis balísticos de médio alcance contra alvos dos EUA no sul e sudeste da Europa, como os da série Shahab , mas especialistas afirmam que esses mísseis enfrentariam dificuldades para causar danos a distâncias maiores. A retaliação iraniana dependeria das ações de Washington, segundas fontes do regime ouvidas pelo Financial Times .
Uma delas revelou que o regime está preparando um plano para escalar ainda mais o conflito caso Trump concretiza ameaças anteriores de atacar a infraestrutura iraniana. No mês passado, o presidente dos EUA declarou que Washington destruiria uma ponte ou usina de energia iraniana toda vez que o Irã atacasse um navio no Estreito.
Uma segunda fonte afirmou que o Irã não importaria nenhum limite à sua resposta em caso de agressão dos EUA. “Caso os EUA vão longe demais, o Irã se defenderá a qualquer custo, irá além da região e atacará a Europa também”, disse a pessoa. De acordo com as fontes, o ataque a uma base americana na Jordânia, que resultou na morte de três soldados dos EUA, foi uma demonstração de precisão e do poder de fogo iranianos.
"Essa também foi uma mensagem para a Europa: ela pode ser alvo de missões, por isso deve saber qual deve ser a sua posição nesta guerra", comentou a primeira fonte. “Um erro muito grave, como atacar nossa infraestrutura, poderia fazer a guerra ultrapassar os limites da região e chegar à Europa.”
Simultaneamente, o governo iraniano tem figuras fortalecidas da linha-dura do regime, como Mohsen Rezaei , um ex-comandante da Guarda Revolucionária, que foi nomeado pelo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei , como o principal responsável pela segurança do país na semana passada.
Assim, pessoas que favoreciam as negociações, como o líder do parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf , estariam sendo gradualmente afastadas. O Irã “está enviando uma mensagem clara de que, se vocês não chegarem a um acordo com Ghalibaf, terão que lidar com Rezaei”, disse a segunda fonte. "A mensagem é: 'Não sejam loucos, porque eu sou mais louco do que vocês'."
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