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Navarro acusa China de interferir nas eleições dos EUA e pressiona FBI
Conselheiro do presidente dos EUA pede investigação sobre a comunidade de inteligência americana
O conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Peter Navarro , reiterou acusações contra a China por suposta interferência nas eleições americanas de 2020, em artigos publicados no Substack. Navarro alegou que Pequim tem uma "máquina pronta" para usar nas eleições dos EUA a qualquer momento e pediu que a própria comunidade de inteligência americana - incluindo órgãos como FBI e CIA - fosse investigada.
O conselheiro afirmou, sem apresentar provas, que a comunidade de inteligência dos EUA fez esforços recorrentes para esconder dados relacionados à interferência chinesa em 2020 do presidente Donald Trump . Na época, o republicano perdeu as eleições contra o democrata Joe Biden . Trump decidiu-se a aceitar o resultado e utilizou o caso como argumento para acusar fraudes no sistema eleitoral americano, ainda que tenha sido reeleito em 2024, no pleito contra a democrata Kamala Harris .
Segundo Navarro, arquivos mostram que a China “entrou” nas eleições de 2020 com um arsenal integrado capaz de determinar a competição presidencial. Em outro artigo, publicado no domingo, o conselheiro já havia indicado que Pequim mapeava a recessão nos EUA, a pandemia de covid-19, o conflito racial, a imigração e outros pontos considerados "vulnerabilidades a serem exploradas" do governo Trump.
Navarro defende que o Congresso dos EUA abra uma investigação de larga escala e analise todos os documentos relacionados ao caso, além de "colocar sob juramento" analistas, supervisores, executivos do FBI e chefes de inteligência ao interrogá-los.
“As autoridades da nossa comunidade de inteligência trabalharam para remover a relevância eleitoral de informações, fragmentá-la, atrasá-la e revogá-la imediatamente”, ponderou ele, no artigo divulgado hoje. “A maior parte da imprensa diz que não há provas conclusivas de que Pequim alterou os votos totais em 2020. Isso pode ser verdade, mas não é o ponto”.
Para o conselheiro, o importante é que a China construiu “armas” para o sistema eleitoral americano e “podemos usá-las” na eleição de meio de mandato, daqui a três meses.
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