Geral
Mercadante afirma que é hora de incluir Petrobras nas discussões sobre terras raras
Presidente do BNDES pede parcerias criativas entre Estado e mercado
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira, 18, que "está na hora de trazer" a Petrobras para o setor de mineração, especialmente no segmento de terras raras. Ele comentou sobre o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e o crescimento do mercado minerário global, sem detalhar como seria a participação da estatal.
Mercadante também defendeu uma relação de "parceria mais criativa" entre Estado e mercado.
A declaração foi feita durante o encontro "Destravando o Potencial da Mineração no Brasil", realizado em Brasília, promovido pela Editora Globo e patrocinado pela Vale.
O presidente do BNDES destacou: "O BNDES está em um momento de expansão, de investimento, de crédito e de reconstruir pontos estratégicos, um deles é com a Vale. O BNDES tem um papel fundamental na história da Vale".
Argumentou ainda que o minério de ferro de alto teor pode reposicionar o Brasil no setor minerário, aumentando sua relevância. Mercadante defendeu também investimentos em data centers e inteligência artificial.
Classificação de cavernas
O presidente do BNDES cobrou publicamente a publicação do novo decreto que irá regulamentar a classificação de cavernas no Brasil, assunto relevante para destravar projetos de mineração.
A nova regulamentação alterará a norma instaurada pelo governo de Jair Bolsonaro em 2022, a qual proíbe a atuação de mineradoras em áreas de cavidades naturais identificadas.
"Tem que acabar com essa história de cavidades", disse Mercadante. "Queremos logo o decreto", reforçou.
Em julho, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a nova norma sobre as cavernas seria assinada em breve pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
"Não se pode parar uma grande mineradora no meio de um processo de mineração legal e licenciado por causa de uma cavidade de máxima relevância", declarou o ministro no mês passado.
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