Geral
Esquema Familiar: Pai e Filha São Alvos de Prisão em Operação contra Fraude em Concurso Público de Rio Largo
Investigados já eram reincidentes por crimes semelhantes em Pernambuco; Operação Babet cumpriu mandados de prisão e busca em dois estados
Uma investigação conjunta entre os Ministérios Públicos de Alagoas e Pernambuco revelou que o crime organizado focado em concursos públicos pode ser um negócio familiar. Entre os alvos dos mandados de prisão preventiva cumpridos na manhã desta terça-feira (18), durante a Operação Babet, estão pai e filha. O grupo é acusado de orquestrar um esquema de fraude para manipular o concurso público da Guarda Civil Municipal de Rio Largo, município localizado na Região Metropolitana de Maceió.
A revelação do vínculo de parentesco entre dois dos principais suspeitos foi confirmada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL). De acordo com os promotores, a dupla não é novata na prática criminosa: pai e filha já haviam sido investigados anteriormente por esquemas com o mesmo modus operandi em certames no estado de Pernambuco.
Ação conjunta e prisões em dois estados
No total, o balanço da Operação Babet contabilizou o cumprimento de três mandados de prisão preventiva. Um dos alvos foi localizado e preso em Rio Largo (AL). Os outros dois mandados foram executados em solo pernambucano, nas cidades de Camaragibe e Igarassu.
A ofensiva foi coordenada de forma integrada pelos Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaecos) de Alagoas e Pernambuco. Além das prisões, a 17ª Vara Criminal da Capital expediu oito mandados de busca e apreensão.
"A reiteração criminosa dos suspeitos foi o fator determinante para que a Justiça concedesse as medidas cautelares de prisão preventiva", destacou o MPAL em nota.
As buscas mobilizaram equipes policiais em endereços estratégicos dos dois estados. Em Pernambuco, além de Camaragibe e Igarassu, os agentes cumpriram ordens judiciais em residências localizadas em Santa Cruz do Capibaribe e no bairro de Peixinhos, em Olinda.
Apreensões e perícia técnica
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os investigadores apreenderam um vasto material que deve enriquecer o conjunto probatório. Foram recolhidos telefones celulares, documentos de identificação, materiais impressos contendo cópias de mandados e até mesmo uma arma de fogo — uma pistola calibre 9mm devidamente municiada.
Todo o material apreendido foi encaminhado ao Núcleo de Gestão da Informação (NGI/SI/MPAL). No órgão, especialistas submeterão os dispositivos e documentos a rigorosas perícias técnicas para mapear toda a extensão da rede criminosa, identificar novos integrantes e descobrir quais candidatos foram eventualmente beneficiados pela fraude.
Mais lidas
-
1MILITAR
Submarino Humaitá começa primeiro deslocamento internacional apesar das tensões diplomáticas entre Argentina e Brasil
-
2ARQUEOLOGIA
Estátua de 2,4 mil anos é encontrada sob pavimento romano na Turquia
-
3RESPONSABILIDADE FISCAL
18 prefeituras estouram teto da folha; Rio Largo e Palmeira são as maiores cidades da lista
-
4POLÍTICA
Cooperação técnico-militar histórica: Rússia reforça laços com a Marinha do Brasil no Rio
-
5ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas