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Iraque planeja oleoduto de US$ 15 bilhões para contornar estreito de Ormuz, diz mídia
Projeto emergencial busca reduzir dependência do transporte marítimo de petróleo
O Iraque pretende construir um novo oleoduto que ligará o país à Síria e ao mar Mediterrâneo, com o objetivo de diminuir a dependência do estreito de Ormuz. O projeto demandará um investimento de pelo menos US$ 15 bilhões (R$ 78 bilhões) e deverá levar cerca de quatro anos para ser concluído, conforme informou nesta segunda-feira (17) o portal iraquiano Alsumaria News, citando fontes a par do assunto.
Segundo uma fonte vinculada ao projeto, "o plano exigirá a construção de uma infraestrutura completamente nova, ao invés de reformar o oleoduto já existente". O custo estimado das obras é de no mínimo US$ 15 bilhões e o prazo para conclusão é de aproximadamente quatro anos.
O projeto conta com o apoio de autoridades dos EUA e de executivos de empresas do setor energético, como parte de uma estratégia mais ampla para mitigar a dependência dos transportes marítimos através do estreito de Ormuz. O portal relata que um consórcio que inclui a empresa norte-americana Chevron já obteve financiamento inicial para a realização de estudos de viabilidade.
Outrora, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou que a relevância da região poderia diminuir nos próximos dois anos. Ele destacou que, antes do conflito, cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) passavam pelo estreito, mas uma parte significativa poderia ser redirecionada por oleodutos terrestres posteriormente.
Adicionalmente, o Iraque já havia mantido diálogos com a Síria sobre a construção de um novo oleoduto. Em junho, o ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad Hussein, anunciou as discussões em curso sobre o projeto, contando com a colaboração de empresas estrangeiras.
Pressão sobre a inflação dos EUA
A escalada de tensões entre EUA e Irã tem mantido o estreito de Ormuz praticamente paralisado, com Teerã afirmando que só reabrirá a hidrovia quando os EUA reconhecerem a "derrota" e abandonarem suas "fantasias". O bloqueio teve início após o impasse provocado por ações dos EUA e Israel contra o Irã em fevereiro, prejudicando o fluxo global de petróleo e pressionando os mercados internacionais.
Conforme divulgado pela mídia britânica, o vice-ministro Kazem Gharibabadi reiterou que o controle do estreito será exclusivamente do Irã, enquanto o governo norte-americano busca intensificar a pressão, tanto militar quanto diplomática. Essa tensão ocorre em meio ao aumento dos preços da gasolina nos EUA, que registraram uma alta de 29% em relação ao ano anterior, alimentando a inflação e gerando desafios políticos para o presidente Donald Trump.
O chanceler Abbas Araghchi informou que Teerã ainda não tomou a decisão de retomar as negociações com Washington, condicionando qualquer avanço ao cumprimento de exigências de segurança e navegabilidade.
Em um comício realizado em Nova York, Trump pediu aos norte-americanos que aceitem pagar "um pouquinho mais pela gasolina", justificando essa elevação como necessária para evitar que "um país muito malvado" obtenha armas nucleares. Esse tema tornou-se central nas disputas políticas internas, com os democratas destacando o impacto econômico da guerra nas eleições legislativas.
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