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Sanções dos EUA ao Irã podem avançar com novas medidas contra China e bloqueios adicionais, diz mídia

Trump intensifica medidas econômicas e mira ações contra refinarias e bancos chineses.

Sputnik Brasil 17/08/2026
Sanções dos EUA ao Irã podem avançar com novas medidas contra China e bloqueios adicionais, diz mídia
Trump intensifica sanções contra o Irã, mirando também refinarias e instituições financeiras chinesas. - Foto: © AP Photo / Carlos Barria

Trump promete ampliar sanções contra o Irã após nova ameaça do Tesouro, elevando a pressão econômica com medidas que atingem setores marítimo, energético e financeiro.

Washington também avalia punir refinarias e bancos chineses e reforçar ações contra entidades usadas por Teerã para driblar restrições.

Os Estados Unidos preparam uma nova rodada de pressão econômica contra o Irã. Após o secretário do Tesouro prometer sanções "nunca vistas", Donald Trump afirmou que Washington vai intensificar o cerco, ampliando medidas já aplicadas desde o início da guerra em fevereiro.

Segundo a mídia britânica, o movimento reforça um histórico de punições que EUA, ONU e União Europeia (UE) mantêm desde os anos 1970, motivadas pelo programa nuclear iraniano, acusações de violações de direitos humanos e apoio a grupos militantes.

Desde fevereiro, o governo norte-americano adicionou sanções nos setores marítimo, energético e financeiro, além de implementar um bloqueio naval. Dados do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC, na sigla em inglês) mostram que mais de mil pessoas, embarcações e aeronaves foram sancionadas apenas no segundo mandato de Trump, em uma estratégia que busca sufocar as fontes de receita de Teerã.

As ações mais recentes, destaca a apuração, miram a frota petrolífera paralela do Irã, seguradoras marítimas e intermediários envolvidos na aquisição de armas. O Tesouro também congelou cerca de US$ 500 bilhões (aproximadamente R$ 2,79 trilhões) em criptomoedas ligadas ao Estado persa, mirando corretoras digitais que facilitam transações internacionais do país.

Especialistas consultados pela mídia apontaram que Washington pode avançar sobre as refinarias independentes chinesas, conhecidas como "bules de chá", responsáveis por grande parte das compras de petróleo iraniano. Embora tenham pouca exposição ao sistema financeiro norte-americano, elas já foram afetadas por sanções anteriores e seguem vulneráveis a medidas secundárias.

Outra frente envolve bancos chineses. O Tesouro alertou duas grandes instituições sobre possíveis punições caso fundos iranianos circulem por seus sistemas, e sancioná-las teria efeito imediato sobre o fluxo financeiro de Teerã, mas também poderia desencadear retaliação de Pequim.

O governo norte-americano também mira entidades que ajudam o Irã a driblar sanções, mas, segundo analistas, cada empresa punida é rapidamente substituída por outra. Agora, segundo a apuração, há expectativa de que novas sanções atinjam o setor de aviação, já que os EUA bloquearam a navegação pelo estreito de Ormuz.

Em paralelo, autoridades norte-americanas e israelenses discutem a possibilidade de um bloqueio terrestre, que dependeria da cooperação de países vizinhos como Turquia, Paquistão e Iraque, o que poderia elevar a pressão sobre a economia iraniana, mas é considerada difícil de executar e de eficácia incerta.

Por fim, a mídia acredita que Trump também considere tarifas secundárias contra países que negociam com o Irã, um projeto aprovado no Senado, mas que enfrenta resistência na Câmara, onde democratas e parte dos republicanos demonstram preocupação com o impacto de medidas tarifárias amplas.


Por Sputinik Brasil