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FGV aponta crescimento de 0,3% do PIB no 2º tri, mas queda de 1,1% em junho

Desaceleração da economia é observada com crescimento moderado.

Estadao Conteudo 17/08/2026
FGV aponta crescimento de 0,3% do PIB no 2º tri, mas queda de 1,1% em junho
PIB - Foto: Depositphotos

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,3% no segundo trimestre em comparação com o primeiro trimestre de 2026. Em relação ao segundo trimestre de 2025 , houve uma expansão de 1,7% no segundo trimestre de 2026. A taxa acumulada em 12 meses até o segundo trimestre foi de 1,8% . Os dados são do Monitor do PIB , apurados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) .

No mês de junho, o indicador apontou para uma queda de 1,1% em relação a maio. Na comparação com junho de 2025, a atividade econômica teve uma expansão de 1,9% em junho de 2026.

"O crescimento de 0,3% da economia no segundo trimestre demonstra uma desaceleração da atividade econômica em relação ao forte desempenho de 1,0% registrado no primeiro trimestre do ano. Essa dinâmica foi observada nas três grandes atividades econômicas (agropecuária, indústria e serviços) e na maioria dos componentes da demanda. Apenas o consumo não desacelerou no trimestre, mantendo o ritmo de crescimento do início do ano", afirmou a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece , em nota.

Segundo a FGV, a manutenção do crescimento do consumo deveu-se, principalmente, ao bom desempenho do consumo de serviços e de produtos contidos, influenciado pelo aumento das automóveis no trimestre.

Apesar da desaceleração da economia no segundo trimestre, a instituição ressaltou que este é o vigésimo resultado consecutivo de taxas positivas da atividade. “Isso demonstra que, embora a taxa possa ser baixa, a economia segue com resultados positivos em meio a um contexto externo e interno desafios, com a elevação do preço do barril do petróleo, juros elevados e alto endividamento da população”, disse Trece.

O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice de economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

Na análise desagregada dos componentes da demanda, a FGV informou que o consumo das famílias cresceu 2,6% no segundo trimestre, com principalmente do consumo de bens protegidos e de serviços.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) teve um crescimento de 1,6% no segundo trimestre. Segundo a FGV, os segmentos de máquinas e equipamentos voltaram a apresentar queda, apesar do aumento das taxas de crescimento de construção e outros componentes.

A exportação de bens e serviços registrou um crescimento de 4,5% no segundo trimestre, com desaceleração em relação ao ritmo observado desde meados de 2025. Já a importação cresceu 5,7% no segundo trimestre, impulsionada por serviços e bens de consumo.

Em termos monetários, estima-se que o PIB no primeiro semestre de 2026, em valores correntes, tenha sido de R$ 6,557 trilhões . A taxa de investimento no segundo trimestre foi de 18,5% .