Geral

Surto de ebola na República do Congo já deixa 2.325 mortos

Número de óbitos ultrapassa recorde anterior de 2018-2020.

Agência Brasil 17/08/2026
Surto de ebola na República do Congo já deixa 2.325 mortos
Surto de ebola no Congo já resulta em 2.325 mortes e ultrapassa recorde anterior.

O surto de ebola na República Democrática do Congo já descobriu a morte de 2.325 pessoas, conforme dados do governo divulgados neste domingo (16). Com isso, o número de óbitos ultrapassa o registrado no período de 2018-2020, tornando-se o mais mortal da história do país.

O Instituto de Saúde Pública do Congo informou em seu último relatório que os casos confirmados subiram para 4.945, incluindo 101 novos casos detectados nas últimas 24 horas.

Notícias relacionadas:

O surto, o 17º no Congo, já foi o maior em números absolutos, realizado no final de julho. Os dados mais recentes mostram que o total de mortes ultrapassou as 2.299 marcas registradas no surto de 2018-2020, que era o mais letal então até.

Três meses após o anúncio formal, o surto atual se torna o segundo mais mortal, somente atrás do ebola de 2014-2016, que afetou 28.616 casos e 11.310 mortes na África Ocidental, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Foram necessários quase cinco meses desde a declaração daquele surto para atingir 1.000 mortes, enquanto o atual chegou a 2 mil em menos de três meses.

Não há

O surto atual é causado pela espécie Bundibugyo do vírus ebola, para que não haja vacinas ou tratamentos aprovados. Desde a declaração em 15 de maio, a situação se agravou devido à fragilidade da infraestrutura de saúde, resistência da comunidade e instabilidade, complicando a identificação e resposta aos casos.

A taxa de letalidade subiu de cerca de 20% no início de junho para 46% , segundas informações do governo, indicando que quase um em cada dois casos confirmados agora resultam em morte.

Especialistas afirmam que essa tendência não revela uma maior letalidade do vírus, mas sim deficiências na vigilância, detecção de casos e acesso a cuidados médicos.

“Normalmente, à medida que um surto progride, a taxa de letalidade deveria cair, pois o rastreamento de contatos melhora e os pacientes são identificados e tratados mais cedo”, disse Thomas Parisch, especialista em saúde pública.

"Contudo, ainda observamos muitos casos sendo detectados tarde, quando o tratamento tem menos chances de sucesso, e muitos são identificados somente após falecerem na comunidade."

Um número limitado de vacinas e terapias experimentais está sendo avaliado, enquanto as autoridades de saúde globais consideram se os tratamentos existentes podem oferecer proteção. Até o momento, as evidências se restringiram a estudos com animais.

O surto já havia se espalhado para Uganda, mas as autoridades locais conseguem controlar as mortes a duas e os casos confirmados a 20 antes da declaração do fim do surto em seu território no mês passado.

O ebola é transmitido por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, vivas ou falecidas. A doença pode causar febre, vômitos, diarreia e, em casos graves, hemorragias internas e externas.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.