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Trump ordena redução de exercícios militares dos EUA com a Coreia do Sul

Presidente americano considera manobras ‘inapropriadas’

Sputnik Brasil 16/08/2026
Trump ordena redução de exercícios militares dos EUA com a Coreia do Sul
Donald Trump ordena redução de manobras militares entre EUA e Coreia do Sul. - Foto: © AP Photo / Lee Jin-man

Presidente americano cita boa relação com Kim Jong-un e considera manobras "inapropriadas e hostis" diante das críticas de Pyongyang.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou uma redução significativa nos exercícios militares conjuntos realizados por seu país e pela Coreia do Sul. Em publicação na rede Truth Social neste sábado (15), Trump afirmou que não está satisfeito com as manobras e citou sua "muito boa relação" com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Trump disse que os exercícios, além de custosos, enviam um sinal "totalmente inapropriado e hostil" à Coreia do Norte, que, segundo ele, não representa uma ameaça aos Estados Unidos desde o início de seu atual mandato. Como as manobras já estavam próximas de começar, o presidente afirmou ter instruído o secretário da Guerra, Pete Hegseth, a "reduzir substancialmente" os exercícios.

As declarações ocorrem às vésperas do início do Ulchi Freedom Shield, exercício militar anual entre Estados Unidos e Coreia do Sul previsto para ocorrer de 17 a 27 de agosto. A atividade inclui treinamentos para responder a ameaças como drones, interferências de GPS e ataques cibernéticos. Cerca de 18 mil militares sul-coreanos devem participar das manobras.

Em sua publicação, Trump compartilhou uma fotografia antiga ao lado de Kim Jong-un e afirmou que, apesar de os dois aparecerem com expressão pouco amistosa na imagem, eles "se dão muito bem". A mensagem foi publicada em meio à crescente pressão de Pyongyang contra os exercícios militares entre Washington e Seul.

A Coreia do Norte costuma considerar as manobras entre Estados Unidos e Coreia do Sul uma preparação para uma eventual invasão. O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano afirmou recentemente que a cooperação militar entre Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão estaria se transformando em uma "aliança nuclear" e ameaçou responder ao que considera um novo nível de ameaça com o fortalecimento de sua capacidade de dissuasão.

O governo norte-coreano também classificou os exercícios deste ano como diferentes dos realizados nos últimos cinco anos e afirmou que eles ampliariam a capacidade de conduzir operações de guerra levando em conta novas características dos conflitos modernos.

A tensão na península aumentou ainda mais após a Coreia do Norte realizar, em 11 de agosto, um lançamento de míssil balístico em direção ao Mar do Japão. O episódio foi o segundo teste do tipo em menos de uma semana e ocorreu poucos dias antes do início das manobras conjuntas. Segundo autoridades sul-coreanas, o projétil percorreu cerca de 700 quilômetros.

Trump também afirmou que recentemente perguntou ao presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, se Seul teria interesse em participar dos esforços dos Estados Unidos pela desnuclearização do Irã. Segundo o presidente americano, a resposta foi negativa.

A declaração ocorre em um momento em que Lee busca reduzir as tensões com a Coreia do Norte. No sábado (15), o presidente sul-coreano defendeu a retomada do diálogo com Pyongyang e a criação de um regime de paz permanente para substituir o armistício que vigora desde o fim da Guerra da Coreia, em 1953.