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Renan Santos lança candidatura em frente à USP com críticas a Lula e Flávio Bolsonaro (VÍDEO)

Candidato à Presidência do Brasil, ex-participante do MBL se posiciona sobre segurança e economia.

Sputnik Brasil 16/08/2026
Renan Santos lança candidatura em frente à USP com críticas a Lula e Flávio Bolsonaro (VÍDEO)
Renan Santos durante o lançamento de sua candidatura à presidência em São Paulo. - Foto: © Sputnik / Guilherme Correia

Candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão) lançou, neste domingo (16), sua campanha eleitoral em ato no Largo São Francisco, centro de São Paulo (SP), em frente à Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde iniciou estudos, mas não se formou.

Fundador do Movimento Brasil Livre, Renan discursou usando colete à prova de balas, após a campanha informar à Polícia Federal que ele havia recebido ameaça de morte atribuída a um suposto aluno da USP.

Renan ingressou no curso de Direito da instituição em 2003, não concluiu a graduação, e disputou a presidência do Centro Acadêmico XI de Agosto sem se eleger.

Participaram do ato o candidato a vice-presidente Aroldo Medina, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), a coordenadora de campanha e vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo (União Brasil) e o ex-deputado estadual Arthur do Val.

O discurso teve como principais alvos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lançou no mesmo domingo sua campanha à reeleição em ato no ABC Paulista, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que fez evento em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ).

Renan projetou uma disputa de segundo turno direta contra Lula: "Já imaginaram se, ao invés do maldito Flávio, formos nós ao segundo turno contra o Lula?"

Na área de segurança pública, o candidato foi recebido pelos participantes com o bordão "prendeu, matou". Ele defendeu que o crime organizado seja tratado como inimigo do Estado. "Nós vamos precisar fazer muitos sacrifícios, muitas reformas juntos."

Ele também prometeu reduzir homicídios no país para menos de 10 mil por ano e acabar com territórios controlados por facções até 2030, defendendo operações de Garantia da Lei e da Ordem, Estado de Defesa e intervenções federais em Estados dominados pelo crime organizado, além de federalizar casos ligados a essas organizações e ampliar o confisco de patrimônio.

Renan citou como referência o modelo de segurança adotado por Nayib Bukele em El Salvador.

Entre as propostas específicas, o Missão defende pena mínima de 30 anos para crimes violentos, prisão perpétua para líderes de facção, redução da maioridade penal para 14 anos, fim da progressão de regime, das saídas temporárias e do indulto, além de pena de morte para casos classificados pelo partido como extremos, envolvendo crianças e pessoas vulneráveis.

No campo econômico, Renan associou eventual vitória a reformas na legislação trabalhista e a um ajuste fiscal. "Todo mundo vai ter que trabalhar pra gerar receita."

Defendeu ainda o uso das reservas brasileiras de terras raras como instrumento de negociação internacional, afirmando que o país deve "fazer troca de tecnologia com os agentes externos" a partir dessas reservas.

O candidato também acusou o entorno político de Flávio Bolsonaro de manter vínculos com grupos ligados ao crime organizado no Rio de Janeiro, citando o Comando Vermelho e as milícias cariocas, e classificou essas lideranças como "parte do grupo político mais corrupto do Brasil".

Renan defendeu ainda restrições a políticas de identidade de gênero nas escolas, classificando o tema como prioridade menor diante de problemas de infraestrutura no país. "Não quero essa imbecilidade, discussões sobre banheiro, num país que não tem saneamento básico", afirmou, dizendo também que é mente aberta e respeita liberdades individuais de cada um.