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EUA priorizam recomposição de arsenal diante de pedidos de Patriot da Ucrânia
Administração Trump foca em reabastecer estoques militares em vez de enviar armas para aliados.
Casa Branca diz que Trump prioriza recompor estoques militares dos EUA diante de pedidos de Zelensky por novos interceptadores para a Ucrânia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prioriza a recomposição dos estoques militares americanos em vez do envio de munições adicionais a outros países, afirmou nesta sexta-feira (14) a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. A declaração ocorreu após novos pedidos de Vladimir Zelensky por mísseis interceptadores para os sistemas de defesa aérea Patriot.
Segundo Leavitt, a administração Trump considera que o governo anterior, de Joe Biden, transferiu uma quantidade excessiva de munições para a Ucrânia e outros países. Desde o início do atual mandato, a Casa Branca passou a priorizar a reconstrução do arsenal americano.
Ao mesmo tempo, a porta-voz afirmou que os Estados Unidos possuem munições "mais do que suficientes", tanto no território nacional quanto em estoques espalhados pelo exterior, para realizar qualquer operação autorizada pelo comandante em chefe.
As declarações foram dadas após Zelensky voltar a pedir interceptadores Patriot a Washington. Em entrevista à CNN, o líder ucraniano afirmou que receber 5% dos estoques americanos existentes do armamento seria suficiente para a Ucrânia atravessar o inverno. Segundo ele, Kiev dispõe atualmente de duas vezes e meia menos mísseis interceptadores do que em 2025.
Em julho, a possibilidade de ampliar o arsenal ucraniano de Patriot parecia mais concreta. Durante encontro com Zelensky em Ancara, Trump havia prometido conceder à Ucrânia uma licença para produzir mísseis destinados aos sistemas Patriot fabricados nos EUA. Posteriormente, porém, o presidente americano recuou e afirmou que os próprios Estados Unidos precisam dos mísseis.
Leavitt afirmou ainda que a prioridade da administração é preservar e recompor os estoques militares americanos, o que impõe limites à possibilidade de novos envios de munições para parceiros externos.
O episódio ocorre em meio à continuidade dos pedidos de Kiev por reforço de sua defesa aérea e à política da administração Trump de recompor os estoques militares dos Estados Unidos após anos de transferências de armamentos para aliados e parceiros.
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