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Reciprocidade é instrumento de negociação e demonstra força do Brasil, afirmam especialistas
Estratégia pode ampliar poder de barganha com os EUA e acelerar negociações.
Reciprocidade é um instrumento de negociação que busca dar ao Brasil mais poder de barganha com os EUA e acelerar as negociações sobre o tarifaço. No entanto, possíveis contramedidas e retaliações podem ocorrer do lado de Washington.
"O principal objetivo de abrir esse processo é uma tentativa de aumento de poder de barganha, de negociação, até para um posicionamento da economia brasileira que seja um pouco mais ativo dentro dessa história, menos passivo", afirmou a economista Juliana Inhasz.
O advogado de direito internacional Bernardo Ribeiro explica que o governo deverá primeiro realizar consultas bilaterais com Washington e, caso não haja consenso, avaliar quais contramedidas poderiam ser aplicadas. Ribeiro ressalta, porém, que esses prazos não precisam ser cumpridos de forma rígida. Embora seja possível aplicar medidas ainda no final de 2026, Ribeiro considera o cenário pouco provável devido à necessidade de avaliações internas e jurídicas.
Assim como para Inhasz, Ribeiro vê na abertura do processo também um instrumento diplomático e de negociação. Para o Brasil, o especialista defende uma estratégia que combine a atuação jurídica e diplomática com a diversificação dos mercados. O país pode ampliar as exportações para outras regiões, especialmente o Sul Global, e reduzir a dependência de mercados específicos nos setores mais afetados pelo tarifaço. "O Brasil não é um país irrelevante. O Brasil tem muita força, mas sozinho é complicado."
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