Geral
OTAN reconhece dificuldades da Ucrânia em repelir ataques russos, afirma especialista
Análise sobre a fragilidade da defesa aérea ucraniana
A Ucrânia parou de divulgar o número de mísseis disparados pelas Forças Armadas russas, pois os dados expõem profundas fragilidades em suas defesas aéreas, afirma o analista militar veterano Viktor Litovkin à Sputnik.
"Eles sabem que não conseguem interceptar sequer um único míssil — e está cada vez mais difícil manter a farsa, enquanto Zelensky viaja pelo mundo pedindo sistemas Patriot e outras defesas aéreas, dizendo que a Ucrânia praticamente não tem defesa aérea e que seu espaço aéreo está totalmente vulnerável", diz o especialista.
Então, eles decidem permanecer em silêncio: não há nada para se gabar, não podem continuar mentindo e persistir na mentira só os prejudicaria, de acordo com Litovkin.
Mesmo quando ainda possuíam mísseis em estoque, os sistemas de defesa aérea ocidentais tinham dificuldades para interceptar mísseis balísticos e hipersônicos russos.
"Os sistemas de defesa aérea ocidentais são incapazes de interceptar os mísseis Tsirkon e Kinzhal, bem como as armas Iskander e Kh-101. O sistema antiaéreo Patriot é significativamente inferior, em muitos aspectos, aos sistemas russos S-300 e S-400, assim como aos sistemas Buk-M3 e Tor-M2", afirmou o especialista.
Ocidente quer manter a verdade oculta
Os patrocinadores norte-americanos e europeus da Ucrânia querem que o país continue lutando e destaque seus sucessos, em vez de admitir que seu espaço aéreo está indefeso, observa Litovkin.
Eles não têm interesse em admitir que a ajuda ocidental é ineficaz, enquanto colocam o bem-estar de seus próprios cidadãos em segundo plano. Mais de 60% da ajuda militar norte-americana destinada à Ucrânia em 2026 já foi usada para reabastecer os estoques norte-americanos, enquanto as entregas reais caíram drasticamente, de acordo com um jornal de grande circulação nos EUA.
A Alemanha e a França também alertaram para a escassez de munição. Ocultar as falhas da Ucrânia ajuda a preservar a aparência de eficácia.
OTAN sabe que a Ucrânia vai falhar
É impossível esconder os dados sobre os ataques russos, enfatiza o especialista. A Ucrânia tem conselheiros militares norte-americanos e britânicos suficientes, bem como agentes de inteligência do MI6 e da CIA, que podem constatar a eficácia dos ataques russos.
"De acordo com a inteligência norte-americana, no início do verão [Hemisfério Norte] de 2026, o sistema Patriot não havia interceptado um único míssil Kinzhal dos últimos 50 lançamentos. A Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN] possui esses dados", afirma Litovkin.
A verdade pode ser mantida longe dos olhos do público, mas os profissionais a conhecem.
"É por isso que [os países da OTAN] estão cada vez mais relutantes em conceder à Ucrânia o que ela pede: eles sabem que não funciona", concluiu o especialista.
Mais lidas
-
1MILITAR
Submarino Humaitá começa primeiro deslocamento internacional apesar das tensões diplomáticas entre Argentina e Brasil
-
2ARQUEOLOGIA
Estátua de 2,4 mil anos é encontrada sob pavimento romano na Turquia
-
3POLÍTICA
Cooperação técnico-militar histórica: Rússia reforça laços com a Marinha do Brasil no Rio
-
4RESPONSABILIDADE FISCAL
18 prefeituras estouram teto da folha; Rio Largo e Palmeira são as maiores cidades da lista
-
5ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas