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Lula critica bets e defende 'endividamento saudável' em evento do Ministério do Trabalho e Emprego
Levantamento RAIS aponta geração de 10,1 milhões de vagas entre 2023 e 2026
Levantamento RAIS aponta geração de 10,1 milhões de vagas entre 2023 e 2026.
O Ministério do Trabalho e Emprego apresentou nesta quinta-feira (13) os dados da nova Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) referentes a junho de 2026. A cerimônia contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, do ministro da Fazenda, Dario Durigan, entre outras autoridades.
A RAIS, apresentada na sede do MTE, reúne indicadores de empregos formais com carteira assinada e também os empregos no funcionalismo público, marcando nesta ocasião o lançamento da RAIS mensal, que trouxe dados como o rendimento médio dos empregados, que em junho foi de R$ 4.389,49.
Os números apresentados também revelam um avanço no mercado de trabalho com carteira assinada. Entre janeiro de 2023 e junho de 2026, foram gerados 10.100.345 empregos por grandes grupos de atividade, com destaque para o setor de serviços. Os dados mostram uma expansão de 19,1% no período, alcançando em junho um estoque de 62.891.209 vínculos formais. No acumulado de 2026, foram registrados mais 2,46 milhões de empregos formais, representando um crescimento de 4,1%.
Na distribuição regional, a região Sudeste liderou a criação de postos com 3.774.037, enquanto a região Norte foi a que menos gerou, com 1.081.734, embora estados do Norte e também do Nordeste liderem com o maior crescimento de empregos.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, citou o debate sobre a chamada "pejotização" no Supremo Tribunal Federal (STF), questionando se os dados positivos se manterão a depender da decisão final a ser tomada pela Corte. Marinho também rejeitou a narrativa de que empreendedores e a juventude rejeitem o modelo de trabalho com carteira assinada, a CLT.
O ministro disse que a RAIS poderia ser melhor ainda, atribuindo o cenário atual a uma "onda", "que não é verdade", anti-CLT. Na mesma oportunidade, Luiz Marinho cobrou a votação pelo Senado da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou o problema do endividamento das famílias brasileiras. Lula disse que o endividamento em si não é um problema, e sim o endividamento que não estimule uma geração de renda suficiente para pagar a dívida e um consumo de bens populares, criticando também o que chamou de "desgraça do jogo", as apostas, que, segundo ele, geram endividamento.
Segundo o presidente, uma "dívida saudável" é aquela que estimula o consumo de bens populares.
"Comprar uma televisão nova, um vestido, roupa para os filhos, um sapato novo, um material escolar novo, um telefone novo. Tudo o que tiver de popular, temos que estimular as pessoas a comprarem, mas comprarem dentro do limite daquilo que ela pode pagar."
Ao avaliar os dados do RAIS, o presidente Lula celebrou o avanço nos dados sobre ensino universitário e pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho, destacando o impacto na valorização profissional: "Se pode pedir até um pouco mais de aumento salarial, porque o pessoal está mais qualificado."
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