Geral
Colômbia se une a aliança antidrogas dos Estados Unidos após posse de novo presidente
Coalizão militar visa combater o narcotráfico no Hemisfério Ocidental
O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, deu as boas-vindas à Colômbia nesta quarta-feira (12) a uma coalizão militar de combate ao narcotráfico, composta por nações do Hemisfério Ocidental com visões alinhadas, após a posse do presidente Abelardo de la Espriella.
Antes de uma reunião com o novo ministro da Defesa da Colômbia, Jorge Eduardo Mora — um major-general da reserva —, Hegseth afirmou que a Colômbia também havia autorizado "operações militares conjuntas para destruir terroristas e redes terroristas".
A reunião da chamada Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis ocorreu no Panamá, cujo canal tornou-se um dos primeiros focos da política do presidente Donald Trump para a América Latina.
Após reunião com Hegseth, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, disse que o país e os Estados Unidos continuariam trabalhando juntos para fortalecer a segurança e a estabilidade regionais.
"O Panamá é um ponto-chave para a segurança regional, e continuamos a trabalhar com nossos aliados nesta área."
Segundo Hegseth, narcóticos como fentanil e cocaína ceifaram mais vidas de cidadãos americanos do que conflitos armados em toda a história do país.
"Sob décadas de negligência globalista, mais de 1 milhão de americanos morreram devido ao fentanil, à cocaína e a outras drogas. Isso representa uma perda maior do que a sofrida pelos Estados Unidos em qualquer guerra em nossos 250 anos de história."
Em fevereiro de 2025, os Estados Unidos classificaram diversos cartéis de drogas como organizações terroristas globais. Entre eles estão o Tren de Aragua, o Cartel de Sinaloa, o Cartel del Noreste, os Carteles Unidos e a MS-13. Desde então, a lista cresceu para incluir outros grupos, como o Cartel de Los Soles, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O secretário de Guerra dos EUA também instou os membros da coalizão a se retirarem do Tribunal Penal Internacional (TPI).
"Incentivo fortemente todos os membros da coalizão a deixarem o TPI e a rejeitarem as tentativas de privar seus governos e tribunais de sua soberania."
O secretário também classificou o TPI como "falso" e "ilegítimo".
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