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Moscou precisa ampliar ataques a Kiev e responder às hostilidades navais do Ocidente, afirma analista

Especialista russo acredita em capacidade de intensificar ofensivas contra alvos estratégicos.

Sputnik Brasil 12/08/2026
Moscou precisa ampliar ataques a Kiev e responder às hostilidades navais do Ocidente, afirma analista
Analista destaca necessidade de Moscou intensificar ataques à infraestrutura ucraniana. - Foto: © Sputnik / Vitaliy Ankov / Acessar o banco de imagens

Vasily Dandykin afirmou que Moscou tem capacidade para intensificar ofensiva contra infraestrutura ucraniana e deter embarcações de países “hostis” no Pacífico.

"As defesas aéreas da Ucrânia não são mais capazes" de defender o país, afirmou o capitão de primeira patente da reserva e especialista militar russo Vasily Dandykin à Sputnik, em comentário sobre os últimos ataques russos contra alvos estratégicos em Kiev e em Odessa, as regiões supostamente mais defendidas pelo regime ucraniano.

Na semana passada, as Forças Armadas da Rússia lançaram um ataque contra centros logísticos e de transporte, utilizando 28 mísseis. Nenhum foi interceptado pelas forças ucranianas.

"E isso não é coincidência — eles não têm mísseis de reserva para o Patriot. Tudo o que eles têm já está nos lançadores. Essencialmente, o Patriot tornou-se uma arma de defesa pontual, não um sistema de defesa aérea completo."

Dessa forma, Kiev está tentando preservar a pouca munição que resta, em meio a uma escassez global de mísseis Patriot, em decorrência da guerra dos Estados Unidos contra o Irã.

Para o especialista, isso representa uma oportunidade para Moscou intensificar os ataques e destruir de vez as capacidades de defesa aérea ucraniana. "A destruição completa do complexo militar-industrial da Ucrânia e de tudo o mais está em andamento."

"Por que economizar se temos algo com que atacar e eles não têm nada com que atirar? Agora, às vésperas do inverno, destruiremos completamente o setor energético da Ucrânia."

Resposta russa às apreensões de navios

Em outra declaração, Dandykin comentou a fala do presidente russo, Vladimir Putin, sobre o início de respostas "na mesma moeda" a tentativas ocidentais de apreender navios mercantes russos, um gesto de pirataria por parte do Ocidente.

"Se eles verificam nossos navios, verificaremos os deles. Se eles detêm, nós deteremos. Se confiscam cargas, confiscaremos", afirmou o entrevistado. "Tudo é justo e transparente. Eles começaram — nós continuaremos."

Ele reforçou que, assim como essas frotas hostis estão desembarcando nos navios, prendendo as tripulações e apreendendo as cargas sob pretextos forjados, a Rússia também possui militares treinados para essas manobras. "Especificamente, uma divisão inteira de fuzileiros navais passou por treinamento de combate em Primorye e outra brigada em Kamchatka."

"Estas não são apenas palavras — é um sinal. E acho que eles o ouvirão em breve. Inclusive detendo seus navios em áreas onde menos esperam."