Geral
BC brasileiro está na vanguarda da inovação na América do Sul, diz relatório do BC do Peru
Relatório apresenta o destaque do Brasil nas inovações do sistema de pagamentos.
Um relatório elaborado pelo Banco Central do Peru destaca o desempenho do Banco Central do Brasil entre os sul-americanos no desenvolvimento de inovação no sistema de pagamentos. "O Brasil continua na vanguarda regional com o fortalecimento do Pix, sua infraestrutura nacional de pagamentos instantâneos", diz o documento.
O texto menciona que, desde 2023, as funcionalidades do Pix vêm sendo ampliadas e avalia que o desenvolvimento de um Pix Internacional permitirá pagamentos transfronteiriços com outros países da região, consolidando o País como referência regional em eficiência, inovação e interoperabilidade.
O Reporte de sistema de pagos de Sudamérica 2025 reúne dados de bancos centrais da América do Sul e apresenta um panorama dos meios de pagamentos na região.
O documento foi apresentado durante a XLIV Reunião de Presidentes de Bancos Centrais da América do Sul, promovida pelo Banco Central do Chile. O diretor de Política Econômica e de Assuntos Internacionais e Gestão de Risco Corporativo do BC brasileiro, Paulo Picchetti, participou do evento, segundo a agenda oficial.
Segundo o relatório, no período pós-pandemia, houve um avanço notável no uso de pagamentos instantâneos na região. O número de operações por adulto passou de dois pagamentos por ano, em 2018, para 212 em 2024.
O Brasil se destaca na métrica, com quase 350 pagamentos por pessoa. Na sequência, aparecem Argentina e Venezuela, países que superam 150 pagamentos instantâneos por pessoa.
"Esse crescimento se deve tanto à ampliação dos casos de uso - que aumentou sua conveniência em relação a outros instrumentos de pagamento - quanto à adesão sustentada de novos usuários aos pagamentos instantâneos", afirma o documento.
Panorama da região
O relatório apresenta dados gerais sobre o volume de pagamentos na região. Considerando pagamentos instantâneos, cartões, outras formas de transferência e outras modalidades de pagamento, houve evolução do número de pagamentos anuais por pessoa e por pessoas bancarizadas. O movimento foi liderado por Brasil, Chile e Peru.
O documento ressalta que os pagamentos de baixo valor na América do Sul - transações do dia a dia entre pessoas ou em comércios - feitos por meios que não o dinheiro em espécie cresceram 315% entre 2018 e 2024, no pós-pandemia. "Esse crescimento reflete, em grande parte, uma mudança estrutural nos padrões de uso de pagamentos", diz.
Dentro dessa tendência, segundo o texto, destaca-se a expansão acelerada das transferências bancárias e dos pagamentos com cartão, que foram impulsionadas justamente pelo uso mais intensivo de pagamentos digitais em transações de menor valor. Em contrapartida, as transações com cheque continuaram a diminuir, mantendo-se principalmente como método de pagamento em operações de maior valor.
Já os pagamentos instantâneos se expandiram rapidamente em diversos países, consolidando-se como alternativa competitiva ao dinheiro em espécie, com transações de valores médios cada vez menores.
Mais lidas
-
1MILITAR
Submarino Humaitá começa primeiro deslocamento internacional apesar das tensões diplomáticas entre Argentina e Brasil
-
2ARQUEOLOGIA
Estátua de 2,4 mil anos é encontrada sob pavimento romano na Turquia
-
3POLÍTICA
Cooperação técnico-militar histórica: Rússia reforça laços com a Marinha do Brasil no Rio
-
4ECONOMIA | AGRONEGÓCIO
Rafael Tenório anuncia novo investimento em Palmeira dos Índios e aposta no potencial do agro da região
-
5RESPONSABILIDADE FISCAL
18 prefeituras estouram teto da folha; Rio Largo e Palmeira são as maiores cidades da lista