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Cientistas russos transformam águas-vivas em ferramenta para reparo cerebral
Tratamento inovador usa colágeno de águas-vivas para restaurar células após lesões traumáticas.
Cientistas russos da Universidade Técnica Estadual do Don desenvolveram um tratamento promissor para restaurar células após lesões cerebrais traumáticas, utilizando colágeno extraído de águas-vivas da espécie Rhizostoma pulmo, coletadas no mar de Azov.
Ao contrário do colágeno de origem animal, o colágeno de águas-vivas é mais puro, mais estável e contém muito menos resíduos bacterianos. O implante poroso é impregnado com tiossulfato de sódio, que libera gradualmente sulfeto de hidrogênio (H₂S) — um gás produzido naturalmente por células cerebrais saudáveis, mas cujos níveis caem drasticamente após uma lesão.
A estrutura de colágeno auxilia na reconstrução do tecido danificado, enquanto a liberação controlada de H₂S reduz a inflamação, o estresse oxidativo e a morte de células nervosas. A tecnologia também transforma águas-vivas invasoras do mar de Azov em um material biomédico de alto valor.
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