Geral
Arábia Saudita, Turquia e Paquistão firmam tratado de defesa e autoridades iranianas reagem
Nova aliança militar gera tensões regionais
Seguindo a assinatura do Tratado de Defesa Comum de Meca entre Arábia Saudita, Paquistão e Turquia, autoridades de Teerã e Riad comentaram o cenário atual e o que a nova aliança representa. Nos termos do acordo, qualquer ataque armado externo contra um dos três países será considerado ataque contra os três. Islamabad detém armamentos nucleares; no entanto, Rayed Krimly, vice-ministro saudita de diplomacia pública, indicou que o tratado "não está vinculado a quaisquer ambições nucleares ou corrida armamentista".
Em uma publicação no X, Krimly afirmou que o acordo permitirá aos três países desenvolver e integrar ainda mais as suas respectivas capacidades de defesa. Ele acrescentou que o pacto não ocorre em detrimento dos fortes laços de Riad com qualquer um de seus parceiros do Golfo, árabes ou internacionais. "Isso não constitui uma ameaça à segurança de nenhum país da região, nem representa uma escalada de tensões entre quaisquer dois Estados", disse Krimly.
"Os sauditas devem saber que um acordo no papel com a Turquia e o Paquistão não lhes traz segurança, assim como anos de fornecimento unilateral aos americanos não lhes trouxe segurança. Reformem suas políticas para que não precisem mendigar segurança dos outros", escreveu o integrante do parlamento iraniano Ebrahim Rezaei na mesma rede social.
O vice-ministro das Relações Exteriores para Assuntos Jurídicos e Internacionais Kazem Gharibabadi escreveu no Telegram que a segurança do Golfo Pérsico deve ser garantida pelos países da região. "Registramos ataques provenientes do território de alguns países vizinhos. Em alguns casos, ocorreram ataques diretos. Teerã deseja resolver as questões de segurança regional sem intervenção estrangeira", afirmou. "O terreno está pronto para a retomada das negociações de segurança entre os países do Golfo Pérsico. Com base nas informações que possuímos, entendemos que esses países concluíram que qualquer expansão do conflito e a continuidade das ações militares na região seriam muito perigosas para sua própria segurança", concluiu.
Mais lidas
-
1ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
2ECONOMIA | AGRONEGÓCIO
Rafael Tenório anuncia novo investimento em Palmeira dos Índios e aposta no potencial do agro da região
-
3TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
IT Forum abre edição de 35 anos com aposta em ecossistemas como nova força da inovação
-
4MILITAR
Submarino Humaitá começa primeiro deslocamento internacional apesar das tensões diplomáticas entre Argentina e Brasil
-
5BASTIDORES DO PODER
Jornalista levanta questionamentos sobre negócios de sogro de JHC, Mario Cândia em Alagoas e cobra transparência