Geral
Aulas suspensas, risco de falta de água e balsas paradas: os impactos do risco de vendaval
Ciclone extratropical provoca medidas preventivas e transtornos em diversas regiões.
A formação de um ciclone extratropical, conhecido como "bomba" para ganhar intensidade rapidamente, acompanhada de uma frente fria entre quinta-feira, 6, e sexta-feira, 7, trouxe risco de ventania para as regiões Sul e Sudeste. As consequências levaram os Estados a adotar medidas preventivas, além de já provocarem diversos transtornos em algumas áreas.
Em Pedro Osório, na região Sul do Rio Grande do Sul, um tornado foi registrado na tarde de quinta-feira. Segundo a Defesa Civil do Estado, o tornado atingiu a localidade de Matarazzo, na zona rural da cidade, causando alguns destelhamentos.
O órgão emitiu diversos alertas, variando de moderado a muito alto, para tempestades e rajadas de vento, válidos entre a tarde de quinta-feira e a manhã desta sexta-feira. Na capital, Porto Alegre, a empresa de meteorologia Climatempo registrou as maiores rajadas de vento do Estado, com 120,4 km/h, seguida por Canoas, com 113 km/h, e Parque Eldorado, com 107 km/h.
O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre informou que, devido ao temporal, a Estação de Tratamento de Água São João - que atende mais de 600 mil pessoas - e 12 Estações de Bombeamento de Água Tratada ficaram sem energia elétrica. Como resultado, pelo menos 45 bairros da capital gaúcha registraram baixa pressão ou falta de água desde a noite de quinta-feira.
Segundo o Dmae, o Fornecido de energia na Estação de Tratamento de Água São João foi restaurado pela entrega às 2h. O abastecimento foi normalizado na maior parte do sistema durante a madrugada, mas ainda há duas ocorrências de falta de energia nas Estações de Bombeamento de Água Tratada, afetando os bairros Arquipélago e São José.
A Climatempo alerta que os três Estados do Sul ainda podem registrar, durante a sexta-feira, rajadas de vento de até 100 km/h, descargas elétricas, chuvas intensas, granizo de grandes dimensões e até tornados.
Ventania afeta aulas e balsas em SP
Embora o ciclone extratropical se acelere completamente para o alto-mar, a frente fria alcança o Sudeste, com nuvens se espalhando por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A Defesa Civil de São Paulo informou que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) prevê ventos de até 100 km/h no Estado nesta sexta-feira, 7, acompanhados de chuvas moderadas.
Os danos já são sentidos em várias regiões. A Capitania dos Portos fechou o canal do Porto de Santos para navegação. De acordo com a organização, os ventos atingiram 55 km/h, levando o Porto de Santos à condição de “impraticabilidade”.
As travessias de balsas entre Santos e Guarujá, assim como as barcas entre Santos e Vicente de Carvalho, foram paralisadas às 6h45, mas retomadas às 7h25. A travessia entre Guarujá e Bertioga também foi momentaneamente fechada, mas já está reaberta. Contudo, a travessia entre São Sebastião e Ilhabela continua paralisada devido aos ventos fortes.
A Baixada Santista é uma das regiões com maior previsão de ventos fortes e risco elevado no Estado. Em decorrência disso, as prefeituras de Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas na rede pública nesta sexta-feira.
Na capital, as rajadas de vento podem chegar a 80 km/h. No litoral paulista, na Serra do Mar e no Vale do Paraíba, a previsão é de ventos entre 90 km/h e 110 km/h.
O Governo de São Paulo mobilizou, desde quinta-feira, o Gabinete de Crise para monitorar a passagem da frente fria. O órgão reúne representantes das principais instituições estaduais, concessionárias de energia elétrica, água e gás, órgãos reguladores, polícias e Corpo de Bombeiros para coordenar a resposta às ocorrências e acompanhar as condições adversas.
Entre a tarde e a noite de quinta-feira, a Defesa Civil emitiu alertas severos para chuvas e rajadas de vento em dez regiões diferentes do Estado.
Rio tem aulas suspensas
A cidade do Rio de Janeiro amanheceu em Estágio 2 de alerta nesta sexta-feira, em razão dos ventos moderados e fortes registrados durante a madrugada. A Defesa Civil emitiu um aviso às 5h05, recomendando que as deslocações sejam feitas somente em caso de necessidade.
De acordo com o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR), a estação meteorológica do Vidigal registrou rajadas de 43,1 km/h às 2h20, 54,6 km/h às 2h45, 48,9 km/h às 2h50 e 51,8 km/h às 3h15. A previsão é de que as rajadas possam superar os 90 km/h em diferentes regiões da cidade ao longo do dia, aumentando o risco de queda de árvores, interrupções no abastecimento de energia e outros transtornos.
Como medida preventiva, as aulas na rede municipal foram suspensas. As autoridades orientam a população a evitar áreas com árvores, estruturas metálicas e placas de publicidade durante as rajadas de vento, além de acompanhar as atualizações pelos canais oficiais do COR e da Defesa Civil.
Mais lidas
-
1ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
2ECONOMIA | AGRONEGÓCIO
Rafael Tenório anuncia novo investimento em Palmeira dos Índios e aposta no potencial do agro da região
-
3TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
IT Forum abre edição de 35 anos com aposta em ecossistemas como nova força da inovação
-
4MILITAR
Submarino Humaitá começa primeiro deslocamento internacional apesar das tensões diplomáticas entre Argentina e Brasil
-
5BASTIDORES DO PODER
Jornalista levanta questionamentos sobre negócios de sogro de JHC, Mario Cândia em Alagoas e cobra transparência