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Argentina e Chile anunciam medidas de combate ao crime organizado
Iniciativas são parte de esforço multinacional liderado pelos EUA
A Argentina e o Chile anunciaram medidas de combate ao crime organizado. As iniciativas se alinham a um contexto de esforço multinacional de cooperação militar e segurança lançada formalmente pelos Estados Unidos em 7 de março de 2026, sob a liderança do presidente Donald Trump.
Na Argentina, o governo do presidente Javier Milei declarou a organização criminosa equatoriana Assassinos de Chone como organização terrorista.
Os Chone Killers são uma organização de narcotráfico originária do Equador, que surgiu em 2020 após se separar da gangue Los Choneros, de acordo com o comunicado do governo argentino. Desde então, consolidaram-se como uma das estruturas criminosas mais violentas da região, dedicadas ao tráfico internacional de drogas, extorsão, assassinatos por encomenda e outras atividades ilícitas ligadas ao crime organizado transnacional.
O grupo foi incluído ao Cadastro Público de Pessoas e Entidades Ligadas a Atos de Terrorismo e seu Financiamento (RePET), vinculado ao Ministério da Justiça. "Seu registro possibilita a aplicação de sanções financeiras e restrições operacionais destinadas a limitar sua capacidade de atuação no país, além de proteger o sistema financeiro argentino de sua utilização para fins ilícitos", segundo o documento.
No Chile, o presidente José Kast anunciou, na quarta-feira, 5, uma agenda contra o crime organizado e o terrorismo, que engloba 30 projetos de lei, alguns já em andamento no Congresso.
Em pronunciamento pela TV, Kast disse que os integrantes de alguma das forças armadas do país que atuarem em legítima defesa para preservar sua vida ou a de terceiros não serão tratados pela lei como se fossem criminosos.
Kast disse que, pela primeira vez, o Estado dirá em sua própria Constituição que proteger seu povo não é uma opção, mas uma obrigação. A agenda ampla inclui a intenção de ampliar o período de retenção de migrantes em situação irregular.
Na Colômbia, o presidente eleito Abelardo de la Espriella, que toma posse nesta sexta-feira, disse, em julho, que extinguiria a assessoria presidencial para a paz, após a política de diálogos diretos do governo ter fracassado em obter o desarmamento de poderosos grupos armados.
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