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Petróleo fecha em alta com hostilidades no Mar Vermelho e impasse sobre acordo para Ormuz
Tensão no Oriente Médio impulsiona valor do barril
O petróleo fechou em alta de 4% nesta quinta-feira, 6, em meio à troca de hostilidades entre Iémen e Arábia Saudita no Mar Vermelho e relatos de que o acordo firmado entre Irã e Omã para reabrir o Estreito de Ormuz proibiria a navegação de embarques dos Estados Unidos e Israel na via marítima.
Negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) , o petróleo WTI para setembro fechou em alta de 2,75% (US$ 2,07 ), a US$ 77,29 o barril.
O petróleo Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 3,83% (US$ 3,04 ), a US$ 82,49 o barril.
A commodity chegou a oscilar no início da manhã, porém firmou alta após fontes iemenitas afirmaram à agência Fars que as lideranças do país devem emitir um comunicado anunciando uma operação militar de grande escala. Os houthis do Iémen realizaram ataques contra a Arábia Saudita e colocaram em risco o tráfego de navios no Mar Vermelho.
Também deu impulso ao petróleo a divulgação de um esboço do acordo que seria firmado entre o Irã e Omã para a administração conjunta do Estreito de Ormuz. Segundo a Fars, os termos proíbem a navegação de navios dos Estados Unidos, Israel e "países hostis", além de estabelecer uma multa de 20% para embarques que violem as novas regras de trânsito na via marítima.
Para o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, é necessária cautela e uma reabertura, tensão é incerta, uma vez que o memorando de entendimento de junho também anterior reabrir Ormuz. "Irã e EUA ainda divergem sobre se estão negociando diretamente, quem controlaria as rotas de navegação e se alguma taxa de trânsito é aceitável".
Em paralelo, a Ucrânia atingiu quinta-feira instalações de petróleo no interior da Rússia em ataques noturnos. Kiev e Moscou aprovaram uma campanha para minar a economia de guerra do outro.
Enquanto isso, a Fitch Ratings manteve sua projeção de preço base para o petróleo Brent em US$ 87 por barril, em média, para 2026.
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