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Agosto Cinza: hábitos de vida também podem causar catarata

Apesar de a doença ocular geralmente ser consequência do envelhecimento, existem fatores de risco que devem ser evitados. No primeiro semestre de 2026, o tratamento da catarata respondeu por 52% dos procedimentos realizados no HOPE

Sig Eikmeier 06/08/2026
Agosto Cinza: hábitos de vida também podem causar catarata
- Foto: Ilustração / Gerada por IA

Agosto Cinza é o mês dedicado à conscientização e prevenção da catarata, doença ocular que tem o envelhecimento como causa mais comum, mas que também pode surgir em decorrência de traumas no olho, uso prolongado de corticoides, diabetes mal controlado ou exposição excessiva ao sol. Outra situação mais rara é a catarata congênita, presente a partir do nascimento e que pode ter relação com fatores genéticos, distúrbios metabólicos do bebê ou infecções adquiridas pela mãe durante a gestação.

O que acontece no olho com catarata

De acordo com a Dra. Bruna Ventura, médica oftalmologista do HOPE - Hospital de Olhos de Pernambuco, “a catarata é consequência da perda gradual da transparência do cristalino, a lente natural do olho, que fica opaca e embaçada. Por causa da condição, a luz não chega em sua totalidade na retina, dificultando a formação da imagem. O paciente tem a sensação de olhar através de um vidro sujo ou com neblina e, com o avançar da doença, passa a ter dificuldade para realizar atividades comuns do dia a dia, como ler, dirigir ou reconhecer rostos”.

A catarata é inevitável?

Embora o desgaste natural do corpo seja um fator relevante para a perda de qualidade visual, esse não precisa ser um destino certo. A médica afirma que “a prevenção da catarata é possível e começa no cotidiano. Hábitos de vida saudáveis, proteção contra raios solares e o acompanhamento médico regular desempenham um papel fundamental na preservação da visão. O diagnóstico é rápido, indolor e feito no próprio consultório. Com a identificação precoce é possível programar o tratamento no momento certo, quando a cirurgia tem risco mínimo de complicação”.

Como é o tratamento da catarata

A Dra. Bruna Ventura explica que “a cirurgia é a única forma eficaz de restaurar a visão comprometida pela doença. O procedimento é rápido, seguro e altamente eficaz, capaz de devolver a clareza e a independência ao paciente. Ele dura em média de 10 a 20 minutos por olho e exige somente anestesia tópica, com colírio e solução anestésica. A cirurgia consiste em remover o cristalino opaco e implantar uma lente intraocular, sendo que hoje temos novas gerações de lentes que podem corrigir simultaneamente outros problemas refrativos, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia”.

Vale reforçar que, sem tratamento, a catarata pode causar perda permanente de visão, além de aumentar o risco cirúrgico. A boa notícia é que esse tipo de cegueira é totalmente reversível com a cirurgia. No primeiro semestre de 2026, 52% dos procedimentos realizados no HOPE foram para tratar catarata. Aproveite a campanha Agosto Cinza para checar a saúde dos olhos e incentive familiares a fazerem o mesmo. O monitoramento é recomendado a partir dos 50 anos de idade e em caso de visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite ou sensibilidade excessiva à luz.