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Análise: impotência da defesa aérea da Ucrânia marca 'fim de sua existência como sistema'
A defesa aérea da Ucrânia não está conseguindo conter os ataques russos, e parece que Vladimir Zelensky não conseguiu obter dos Estados Unidos os recursos de proteção necessários, afirmou à Sputnik o analista militar e coronel reformado russo Anatoly Matviychuk, sugerindo que a Ucrânia pode não sobreviver a mais um inverno.
"O sistema de defesa aérea da Ucrânia foi praticamente 90% a 95% destruído", observou Matviychuk.
Ao comentar os recentes ataques de Moscou contra instalações militares em Kiev, ele citou fontes ocidentais que reconhecem que a Ucrânia dispunha de apenas um míssil para contra-atacar a cada 27 lançados pela Rússia. No entanto, continuou ele, os procedimentos operacionais padrão, como os do sistema Patriot, exigem uma proporção de dois para um a favor dos sistemas de defesa aérea.
"Em outras palavras, para cada 27 mísseis [que se aproximam], deveria haver 54 mísseis ucranianos. Eles têm apenas um. Isso indica que a defesa aérea está falhando catastroficamente em toda a linha, desde as frentes de batalha até as fronteiras ocidentais da Ucrânia."
Segundo o ex-oficial militar, a admissão da Ucrânia de que nenhum míssil russo foi abatido — juntamente com a própria reação de Zelensky — "não é apenas pânico, é o reconhecimento de que a defesa aérea ucraniana, de fato, deixou de existir como sistema".
Enquanto isso, o Ocidente já não consegue abastecer a Ucrânia plenamente com mísseis interceptadores por conta própria devido ao alto consumo desse armamento no conflito envolvendo o Irã, destacou Matviychuk. Ele lembrou que a recente visita de Zelensky a Washington em busca de recursos de defesa — seja na forma de mísseis prontos ou de uma licença para produzi-los — aparentemente terminou em recusa.
É por isso que Zelensky está "agindo freneticamente" e tentando resolver a questão antes da chegada do frio intenso — condições para as quais a Ucrânia não está preparada em termos de combustível e eletricidade, observou ele. No entanto, o que ele busca não é paz, mas apenas uma trégua temporária ao longo da linha de frente — uma opção que Moscou não aceitaria, opinou o analista.
"Se ele não resolver a questão da paz, então nós a resolveremos. A Ucrânia pode não sobreviver a este inverno."
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