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Estado de São Paulo melhora no ensino médio, mas segue fora do top 5 do Ideb

Desempenho estadual avança, mas não atinge os níveis pré-pandemia.

Estadao Conteudo 05/08/2026
Estado de São Paulo melhora no ensino médio, mas segue fora do top 5 do Ideb
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A rede estadual de São Paulo melhorou, em 2025, seu desempenho do ensino médio no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal avaliação de qualidade da área, mas segue fora dos cinco primeiros colocados no ranking nacional, embora seja o estado mais rico do País.

Os estudantes paulistas aumentaram suas notas em Português e em Matemática, alcançando Ideb 4,3 (a escala vai de zero a dez). Entretanto, São Paulo ocupa a 10ª posição, atrás de estados como Paraná, Piauí, Pernambuco, Ceará e Minas Gerais.

A perda de protagonismo do estado paulista tem ocorrido ao longo da última década – em 2017, estava na 4ª colocação. Outros estados avançaram em ritmo mais acelerado e passaram a integrar o top 5 do indicador mais importante da educação brasileira.

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta quarta-feira, 5, os resultados do Ideb, que considera a nota dos estudantes em provas do Sistema Nacional de Educação Básica (Saeb), de Português e Matemática, e o fluxo escolar, medido pela taxa de aprovação dos alunos.

Apesar de um aumento nas notas do Saeb entre 2023 e 2025 (as provas são realizadas a cada dois anos), o ensino médio de São Paulo não alcançou o mesmo desempenho que os alunos obtiveram antes da pandemia de covid-19, em 2019.

A média em Português naquele ano era 279,12, enquanto atualmente está em 276,24, considerado nível básico de aprendizagem na escala do Todos pela Educação. Isso indica que os alunos têm dificuldades em identificar a finalidade e a informação principal em notícias ou reconhecer ironia em crônicas e entrevistas.

Em Matemática, a média era de 273,45 e agora está em 268,32, que é abaixo do nível básico. Isso significa que, por exemplo, aos 17 anos, os alunos não conseguem calcular um valor reajustado a partir de seu valor inicial e do percentual de aumento.

O Ideb apresenta índices por escola, município, estado e país, além de diferenciações por rede particular (amostral), pública, estadual e municipal. Como os estados são responsáveis pelo ensino médio no País, essa é a nota mais utilizada para avaliá-los.

O Ideb atual de São Paulo equivale à média nacional; contudo, não atingiu a meta estabelecida para o estado em 2021, que era de 5,1.

A gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) assumiu o governo em 2023 e, no final daquele ano, o Ideb do estado caiu para 4,2, o pior índice desde 2017. O secretário de Educação, Renato Feder, tem implementado plataformas digitais, metas e premiações para que a rede eleve seus índices nacionais e regionais.

Neste ano, as notas na avaliação estadual (Saresp) também mostraram melhora, mas sem superar os resultados pré-pandemia.

Ensino técnico

O MEC divulgou um Ideb separado que inclui as escolas com educação tecnológica e profissionalizante (EPT) junto ao ensino médio.

Nesse caso, o Ideb de São Paulo foi 4,5, ficando atrás dos mesmos estados no ranking que considera somente o ensino médio regular.

São Paulo tem investido nos últimos anos na ampliação da oferta do ensino médio integrado ao técnico, visto como uma das alternativas para aumentar o interesse dos adolescentes e melhorar a conexão com o mercado. No Brasil, apenas 10% dos jovens estão matriculados em cursos desse tipo, comparado a proporções significativamente maiores em países desenvolvidos, como Finlândia (68%) e Alemanha (49%).

No ensino fundamental 2 (6ª ao 9º ano), a rede estadual de São Paulo ocupa a 7ª posição do ranking, com Ideb 5,2 – 0,1 acima do registrado em 2023. Esse nível de ensino é compartilhado com as redes municipais; 55% dos alunos do 6º ao 9º ano estão em escolas estaduais.

Os estados que apresentaram melhor desempenho que São Paulo foram Paraná, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, com alguns empates. Já São Paulo empata com o Piauí.

No ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano), a rede estadual conta com apenas 18% dos alunos, e o Ideb das redes municipais reflete melhor a qualidade da educação nesta etapa.