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Ministro do STJ é incluído em investigação sobre venda de sentenças

Decisão ocorre no âmbito da Operação Sisamnes

Agência Brasil 24/07/2026
Ministro do STJ é incluído em investigação sobre venda de sentenças
Ministro do STJ Marco Buzzi é investigado por venda de sentenças e assédio, conforme decisão do STF.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a inclusão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi no inquérito que investiga a venda de sentenças.

A decisão foi tomada pelo ministro relator, Cristiano Zanin. O caso faz parte das investigações da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sisamnes .

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A investigação tramita em segredo de Justiça e as acusações que pesam contra Buzzi não foram divulgadas.

A Operação Sisamnes teve início após a PF apurar que servidores de gabinetes do STJ exploraram indevidamente o acesso ao sistema eletrônico de elaboração de minutas de votos e venderam informações a terceiros.

Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou novos acusados ​​de crimes de organização criminosa, corrupção, violação de sigilo e exploração de prestígio.

No decorrer das investigações, a PF suspeitas contra Marco Buzzi, que já está afastado das funções por uma acusação de assédio sexual .

O ministro está sendo investigado para tentar agarrar uma jovem, que é filha de um casal de amigos dele, durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, quando o ministro, o jovem e seus pais passaram férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.

Após o caso vir à tona, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro denunciou que também foi alvo de assédio sexual.

Em nota, a defesa de Buzzi declarou que o ministro não tem conhecimento sobre a investigação de venda de sentenças e ressaltou que Buzzi está legalmente proibido de julgar processos de familiares.

"A defesa esclarece que o ministro Marco Buzzi não tem nenhuma relação com atividades profissionais de seus familiares, ao contrário, está legalmente impedido de julgar casos que seus familiares tenham atuação. Também afirma não ter conhecimento da investigação e nem sequer de que ele seja investigado", afirmou a defesa.