Geral

Petróleo fecha em queda com ajuste técnico, mas tem salto na semana com Oriente Médio no radar

Mercado reage a tensões geopolíticas e negociações entre EUA e Irã.

Estadao Conteudo 24/07/2026
Petróleo fecha em queda com ajuste técnico, mas tem salto na semana com Oriente Médio no radar
Petróleo fecha em queda com ajuste técnico, mas tem salto na semana com Oriente Médio no radar - Foto: © Sputnik / Konstantin Mihalchevskiy / Acessar o banco de imagens

O petróleo fechou em queda na sexta-feira, 24, apesar da alta de quase 10% na semana após o salto na véspera, em meio aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Além do ajuste possível técnico, os investidores acompanham os esforços do Paquistão , com o apoio da China , para retomar as negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

Negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) , o petróleo WTI para setembro fechou em queda de 3,12% (US$ 2,88), a US$ 89,31 por barril. O petróleo Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 3,88% (US$ 3,91), a US$ 96,78 o barril. Já o contrato mais líquido do Brent, de outubro, caiu 2,74%, para US$ 91,68 por barril. Na semana, o WTI acumulou alta de 9,2% e o Brent para setembro subiu 9,85%, enquanto o de outubro avançou cerca de 6%.

O petróleo já abriu a sessão em queda, depois de o Brent atingir na quinta o nível de US$ 100 por barril pela primeira vez em dois meses. O recuo foi intensificado após a Reuters relatar que o Paquistão está explorando um caminho para a retomada das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que estão paralisadas, numa iniciativa liderada pela China.

O analista de Inteligência de Mercado da StoneX , Bruno Cordeiro, aponta para um movimento de realizações de lucros no petróleo, mas também cita a melhoria no tráfego marítimo no trecho de Bab-el-Mandeb como vetor de pressão na queda da commodity.

Apesar da retirada no petróleo, os Estados Unidos e o Irã prosseguiram com suas ações militares no Golfo Pérsico, chegando ao 13º dia consecutivo de ataques. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi , ameaçou os países europeus contra a utilização de suas bases militares pelos americanos como plataforma para ataques.

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , afirmou nesta sexta-feira que recebeu garantias dos presidentes da China , Xi Jinping , e da Rússia , Vladimir Putin , de que seus países não fornecerão armas ao Irã. Na quinta, o presidente americano disse que avalia ataques ainda mais fortes ao país persa.

Para o analista do Deutsche Bank , Jim Reid, a retórica de escalada aumentou os temores de um choque estagflacionário mais prolongado. “O que é certo é que as restrições de oferta relacionadas ao conflito continuarão no comando do mercado de petróleo”, afirma.