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Premiê britânico mantém autorização para EUA usarem bases do Reino Unido em ataques ao Irã, diz mídia

Decisão foi tomada na sexta-feira e mantida pelo novo primeiro-ministro Andy Burnham.

Sputnik Brasil 21/07/2026
Premiê britânico mantém autorização para EUA usarem bases do Reino Unido em ataques ao Irã, diz mídia
Premiê Andy Burnham autoriza uso de bases britânicas por EUA em ataques ao Irã. - Foto: © AP Photo / Alastair Grant

O novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, autorizou os Estados Unidos a continuarem utilizando bases militares britânicas para realizar o que Londres classifica como ataques "defensivos" contra o Irã, informou nesta terça-feira (21) a agência Bloomberg, citando fontes.

A decisão havia sido tomada ainda na última sexta (17) pelo então primeiro-ministro Keir Starmer, que convocou uma reunião do gabinete para discutir o uso das bases britânicas pelos EUA após a retomada do conflito no Oriente Médio.

De acordo com as fontes da publicação, Burnham, que assumiu o cargo nesta semana, foi informado sobre a deliberação do governo e decidiu mantê-la. Desde o início do conflito com o Irã, bombardeiros norte-americanos utilizam a base britânica no arquipélago de Chagos e a base aérea de Fairford, na Inglaterra.

Mais cedo, o The Wall Street Journal revelou que os Estados Unidos não conseguem proteger seus 50 mil militares estacionados no Oriente Médio de ataques do Irã, cujo arsenal de mísseis e drones ainda é significativo.

O jornal lembrou o ataque do Irã à base norte-americana Muwaffaq Salti, na Jordânia, que resultou na morte de dois militares. Autoridades norte-americanas afirmaram que o ataque à base foi um dos três realizados com mísseis em 24 horas na semana passada.

A publicação observou, citando autoridades norte-americanas, que durante o ataque iraniano à base Muwaffaq Salti, na Jordânia, os projéteis atingiram alojamentos. O jornal informa que na base militar foi encontrado o corpo de outra pessoa morta, cuja identidade ainda não foi estabelecida.

Em 8 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo firmado com o Irã na noite de 18 de junho havia deixado de vigorar. Desde então, as forças norte-americanas realizaram diversas ofensivas contra alvos iranianos.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) afirmou que as operações foram uma resposta às ações do Irã contra embarcações comerciais que atravessavam o estreito de Ormuz.

Em resposta, Teerã lançou ataques contra bases militares norte-americanas em diversos países do Oriente Médio e acusou Washington de violar o memorando que estabelecia a suspensão das hostilidades.