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Abimaq pede ao governo que não adote lei da reciprocidade em tarifa dos EUA

Presidente da Abimaq destaca a importância da diplomacia para enfrentar tarifas

Estadao Conteudo 21/07/2026
Abimaq pede ao governo que não adote lei da reciprocidade em tarifa dos EUA
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirmou a jornalistas que a entidade solicitou ao governo brasileiro que não adote a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta à nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

"Acredito que o governo não fará retaliação, não haverá lei de reciprocidade, o que nós apoiamos. Somos contra a utilização", disse Velloso após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa.

O presidente da Abimaq argumentou que o tarifaço é uma medida com cunho político por parte dos norte-americanos e que o Brasil deve agir com pragmatismo, mantendo aproximação e continuidade nas negociações. "A reciprocidade ou qualquer retaliação apenas afastaria o Brasil da mesa de negociação. Acredito que o governo não irá adotar essa estratégia", avaliou.

Velloso também mencionou ter solicitado ao governo que atuasse em duas frentes: aumentar a competitividade por meio da ampliação das exportações e conquistas de novos mercados, e melhorar o acesso ao crédito por meio do Plano Brasil Soberano.

Ele defendeu a implementação de um regime especial de diferimento de impostos federais, similar ao que foi adotado durante a pandemia de covid-19 e mais recentemente em resposta às enchentes no Rio Grande do Sul. "Não se trata de isenção, mas de uma postergação do recolhimento de impostos federais como imposto de renda, contribuição social, PIS/Cofins, entre outros", argumentou.

Sobre o Brasil Soberano, Velloso avaliou que o plano está bem elaborado, mas precisa de melhorias em aspectos como critérios de elegibilidade e inclusão de novos beneficiários. Ele também defendeu a redução da taxa de juros e a isenção do IOF nas operações de crédito do plano.

Em relação à exigência de garantia de emprego para empresas que aderirem ao plano, Velloso criticou, afirmando que isso representa um risco significativo para as empresas.

Nesta terça-feira, 21, representantes do governo se reuniram com diversas entidades do setor privado para buscar soluções em resposta à nova tarifa anunciada pelos EUA na semana passada.