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Petróleo minimiza perdas do Ibovespa, mas não evita quinta queda seguida
Associados ao setor financeiro, ações tentam recuperação, mas índice fecha em leve baixa.
A Bolsa buscou recuperação durante a tarde desta terça-feira, 21, graças ao fôlego das ações ligadas a commodities e ao setor financeiro, mas não conseguiu evitar a quinta queda seguida, ainda que marginal. A melhora não teve respaldo de volume, que continuou escasso, em um dia de agenda local sem destaque e mantidas as incertezas do cenário geopolítico.
A máxima, de 173.719,50 pontos (+0,20%), foi alcançada pela manhã, mas ainda na primeira etapa o índice voltou a cair, seguindo no vermelho até meados da tarde, quando então a força de Petrobras, Vale e bancos conseguiu zerar as perdas do índice.
Petrobras ON subiu 1,43% e PN, +1,24%, na esteira do avanço do petróleo, que também favoreceu outras empresas do setor, como PRIO ON (+0,85%). O Brent subiu 2%, para US$ 91,01 o barril, em meio aos receios sobre o fluxo da commodity. Além das preocupações com o tráfego em Ormuz, que, segundo a Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês), caiu para o nível mais baixo em três semanas, entrou no radar o risco à navegação no Estreito de Bab-El-Mandeb, em razão de ameaças do grupo iemenita Houthi.
Já Vale ON (+0,43%) superou trajetória volátil e a queda do minério de ferro e se firmou em alta, dada a expectativa pela divulgação dos dados operacionais do segundo trimestre, após o fechamento. O setor financeiro foi puxado pelos ganhos de mais de 3% de BB ON, dado o otimismo com os impactos para o banco da Medida Provisória sobre a renegociação das dívidas rurais. Itaú Unibanco PN subiu 0,54% e Bradesco PN avançou 0,76%.
O comportamento do Ibovespa passou ao largo do desempenho positivo das bolsas na Europa e em Nova York, onde Dow Jones (0,74%), Nasdaq (1,29%) e S&P 500 (0,89%) fecharam com valorização consistente. Mas, por aqui, a sessão foi marcada por volatilidade, atribuída, em boa medida, à liquidez reduzida que vem sendo a tônica nas últimas semanas, com giro nesta terça que novamente não conseguiu chegar a R$ 20 bilhões.
"Está claro um movimento de preferência por mercados desenvolvidos, com os mercados europeus fechando em movimento similar, ignorando a pressão nos preços do petróleo e com investidores otimistas com a temporada de resultados nos EUA", avalia Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.
Para Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital, o descolamento do Ibovespa dos pares no exterior está relacionado ao perfil da bolsa brasileira. "O vetor que faz as bolsas americanas subir é outro, ligado à tecnologia, enquanto a gente se restringe a commodities", afirma.
O Ibovespa fechou de lado, aos 173.325,65 pontos (-0,03%), com mínima de 172.219 pontos (-0,66%). Em julho, acumula avanço de 0,76% e, no ano, de 7,57%. O giro financeiro foi de R$ 18,1 bilhões.
A lista das maiores quedas foi dominada por papéis cíclicos, com Hypera ON (-5,51%) à frente, seguida por Rede d'Or ON (-4,32%) e Yduqs (-4,16%). As maiores altas foram MBRF (+4,06%), Usiminas PNA (+3,68%) e CSN Mineração ON (+3,53%).
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