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Capitã da PM que chegou morta ao hospital tinha 'lesão muito contundente' no rosto, diz polícia

Estadao Conteudo 21/07/2026
Capitã da PM que chegou morta ao hospital tinha 'lesão muito contundente' no rosto, diz polícia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

O porta-voz da Polícia Civil de Minas Gerais, delegado Saulo Castro, afirmou nesta terça-feira, 21, que a capitã Michele Leão Azevedo apresentou uma lesão muito contundente no rosto quando chegou sem vida ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira, 20.

Durante entrevista coletiva no Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Castro disse ainda que o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, marido de Michele, foi preso em flagrante por suspeitas de feminicídio .

"Há pluralidade de lesões no corpo da vítima. Há uma lesão aparentemente muito contundente no rosto da vítima. Isso foi constatado de modo que fica muito claro a gravidade daquele ferimento", disse o delegado.

Em nota, o advogado Gustavo Nepomuceno, que representa o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, destacou que é essencial evitar julgamentos precipitados.

"Neste momento, é imprescindível que se aguarde a conclusão das investigações e dos laudos periciais, evitando-se qualquer julgamento precipitado. O caso ainda está em fase inicial de apuração, e todas as questões serão devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes", afirma.

De acordo com a Polícia Civil, Michele já estava morto havia entre quatro e seis horas antes de dar entrada na unidade de saúde. Segundo o porta-voz da Polícia Civil, o casal mantém uma relação conturbada.

“Há também uma descrição de atos de violência psicológica e de violência moral do autor em relação à vítima, trazendo esse contexto de violência doméstica e familiar”, disse o delegado.